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Ban viajará ao Sudão para ver o "terrível trauma" de Darfur

Publicado terça-feira, 28 de agosto de 2007 às 21:56 h | Atualizado em 28/08/2007, 21:56 | Autor: Agência EFE
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou hoje que viajará na próxima semana ao Sudão para ver "por si mesmo" a grave situação vivida pela população da região de Darfur e as dificuldades que a missão de paz que será enviada à região vai enfrentar.

Ban explicou em entrevista coletiva que sua viagem, tem como objetivo preparar o terreno para o desdobramento de 26 mil soldados da força híbrida da ONU e da União Africana (UA) em Darfur, e impulsionar o processo de paz com o qual se tenta colocar um fim ao conflito na região.

Embora o programa oficial ainda não tenha sido divulgado por razões de segurança, a viagem do secretário-geral ao Sudão incluirá estâncias na cidade de Juba, ao sul do país, e a região de Darfur, além de Cartum, a capital, onde se reunirá com o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir.

Ban chegará ao Sudão em um momento em que aumenta a tensão entre Cartum e a comunidade internacional por causa da recente expulsão de funcionários internacionais e voluntários, assim como pelo recrudescimento da violência em Darfur.

O secretário-geral considerou "inaceitável" a nova onda de ataques e bombardeios de povoações, que mataram centenas de pessoas nas últimas semanas.

"O Sudão deve cooperar em tudo com a comunidade internacional", segundo Ban, que antecipou que abordará o tema da violência e as expulsões em sua entrevista ao presidente Bashir, cuja cooperação com a ONU "será posta a toda prova" com o desdobramento da missão de paz.

Com esta viagem, o secretário-geral quer impulsionar o diálogo na região, para depois poder convocar uma conferência de paz que seria realizada "no final do verão".

Nesse sentido, anunciou que convocará para o dia 21 de setembro uma reunião do chamado Grupo de Contato sobre Darfur, encarregado de fazer um acompanhamento do estipulado na Conferência de Paris em junho sobre a busca da paz na região.

Insistiu em que qualquer solução passa por enfrentar a raiz econômica do conflito, por isso que pediu à comunidade internacional que comece a preparar planos para ajudar o desenvolvimento da empobrecida região sudanesa.

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