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TENSÃO INTERNACIONAL

China e Rússia sobem o tom e reforçam apoio à Venezuela contra os EUA

Reunião de emergência foi solicitada pela Venezuela

Gustavo Nascimento
Por
Vladimir Putin, presidente da Rússia, aperta a mão de Xi Jinping, presidente da China
Vladimir Putin, presidente da Rússia, aperta a mão de Xi Jinping, presidente da China - Foto: Sputnik

Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, realizada nesta terça-feira, 23, representantes de China e Rússia criticaram duramente os Estados Unidos por conta da escalada de tensões com a Venezuela.

O encontro foi solicitado pela Venezuela após o governo de Donald Trump anunciar um bloqueio naval e ameaçar fazer uso da força militar contra o país sul-americano, o que foi classificado por Rússia e China como uma violação do direito internacional.

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O embaixador alternativo Geng Shuang, representante da China na reunião, afirmou que o país se opõe “firmemente a todos os atos de unilateralismo e intimidação” praticados pelos Estados Unidos. “Todos os países devem defender sua dignidade soberana. Somos contra qualquer medida que viole os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas”, acrescentou.

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Por sua vez, o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, caracterizou o bloqueio imposto à costa venezuelana como “um claro ato de agressão”. “Os atos praticados pelos Estados Unidos contrariam todas as normas fundamentais do direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”, afirmou.

Segundo Nebenzya, o governo norte-americano é responsável pelas “consequências catastróficas” para o povo venezuelano. O representante russo ainda descreveu a postura dos EUA como um comportamento “de caubói”.

Entenda as tensões entre Estados Unidos e Venezuela

No início da sessão, o subsecretário-geral da ONU Khaled Khiari alertou para o aumento das operações militares dos EUA na costa venezuelana, que representam o maior destacamento norte-americano no Caribe em décadas.

Segundo o governo dos Estados Unidos, o objetivo das operações é o combate ao narcotráfico na região, circunstância negada pelo governo venezuelano.

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Por sua vez, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, argumenta que a pressão militar dos EUA tem sido feita para desestabilizar e, consequentemente, destituir o governo e garantir acesso às reservas de petróleo do país, que são as maiores do mundo.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos interceptaram ao menos três navios petroleiros ligados à Venezuela, com o argumento de impor um “bloqueio total” a embarcações sujeitas a sanções. Trump ainda afirmou que vai manter sob seu controle os 1,9 milhão de barris de petróleo apreendidos em um navio-tanque na costa da Venezuela.

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