INTERNACIONAL
Farinha e papel higiênico somem: O desespero nas ruas da Venezuela
Operação norte-americana na madrugada deste sábado, 3, culminou com a prisão de Nicolás Maduro

Por Yuri Abreu

Após a operação de guerra deflagrada pelos Estados Unidos na Venezuela, na madrugada deste sábado, 3, e que culminou com a prisão do presidente do país, Nicolás Maduro, a população do país sul-americano tomou uma medida desesperada diante das incertezas sobre o que vem pela frente nos próximos dias.
Isso porque, de um lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país vai governar a nação vizinha ao Brasil até a formação de uma gestão de transição — até lá, garantiu que Casa Branca terá o controle sobre o petróleo venezuelano.
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Do outro, a presidente interina do país, Delcy Rodriguez, convocou apoiadores de Nicolás Maduro e a população do país a "resistir" à ofensiva dos Estados Unidos.
Ela chegou a entregar um plano de defesa ao Conselho de Defesa da Nação para proteger "os recursos naturais, o território e o povo venezuelano".
Em um pronunciamento transmitido na televisão pública, ela afirmou que a Venezuela "nunca será colônia de nenhuma nação" e exigiu que os EUA libertem Maduro, a quem chamou de "único presidente" do país.
Corrida aos mercados
Diante desse panorama, a população do país começou uma corrida aos mercados com o objetivo de estocar comida.
Conforme a CNN Brasil, na ilha de Margarita, estado de Nova Esparta, os estabelecimentos comerciais enfrentam uma corrida de consumidores preocupados com possíveis desabastecimentos nos próximos dias.
Em Caracas, capital do país onde a maioria das ações dos EUA se concentrou, boa parte da população se recolheu em casa. Quem optou por sair, está se abastecendo com produtos de primeira necessidade.
Assim, produtos como papel higiênico, farinha de milho, massas, frango, carne, leite e outros itens básicos estão entre os primeiros a desaparecer das prateleiras.
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