DECISÃO DRÁSTICA
Gigante global do agro fecha fábrica após mais de 50 anos
Decisão ocorreu “após um extenso processo de análise e avaliação”


A multinacional agroindustrial Bunge fechou uma fábrica de insumos industriais e agrícolas na província de Buenos Aires, na Argentina, após mais de 50 anos de operação.
A unidade produzia amônia e tiossulfato de amônio, utilizados na fabricação de fertilizantes. As informações são do jornal argentino La Nación.
Segundo a Bunge, a decisão ocorreu “após um extenso processo de análise e avaliação de diferentes alternativas operacionais e comerciais”.
Além disso, a empresa esclareceu que essa decisão se limita exclusivamente à planta operada pela Bunge em Campana. “A medida é resultado de uma combinação de fatores estruturais que, há anos, vêm afetando a viabilidade e a sustentabilidade dessa atividade”, disse.
“Entre eles estão as limitações de infraestrutura e tecnologia de uma planta com mais de 50 anos de operação, bem como as mudanças ocorridas nas condições de mercado e no abastecimento de insumos”, explicou.
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A empresa afirmou ainda ter “plena consciência do impacto que essa decisão tem sobre os colaboradores e suas famílias”.
“Por isso, nossa prioridade é conduzir esse processo com o máximo respeito, responsabilidade e proximidade, fornecendo informações claras e apoio às pessoas afetadas, além de cumprir todos os compromissos e obrigações correspondentes”, afirmou.
Fábrica importante para fabricação de fertilizantes
A fábrica que foi fechada produzia amônia, matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, aplicada em culturas como trigo, milho, cevada e arroz.
Já o tiossulfato de amônio, também produzido pela fábrica, é utilizado na formulação de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre, nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas. A produção foi iniciada no local em outubro de 2004.
A a unidade tinha participação da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), responsável por uma fatia equivalente a 17,5% da produção, segundo o periódico argentino.
O encerramento se restringe à unidade industrial de Campana e não altera as demais atividades da Bunge na Argentina.
A multinacional mantém planos de investimento em infraestrutura e ativos produtivos ligados ao processamento de matérias-primas agrícolas.


