MUNDO
Megaobra bilionária cria a primeira ilha energética do mundo
A infraestrutura passou por uma elevação de € 7 bilhões

A primeira ilha energética artificial do mundo, batizada de Princess Elisabeth Island, está sendo construída a cerca de 45 quilômetros da costa da Bélgica. Equivalente ao tamanho de oito campos de futebol, a superfície avança para as etapas finais.
A ilha, desenvolvida pela operadora do sistema elétrico belga Elia Transmission Belgium, receberá eletricidade produzida por parques eólicos em alto-mar, enviados por cabos submarinos.
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Sobre a construção da ilha
A estrutura conta com 23 unidades de ‘caixões’ que pesam cerca de 506 mil toneladas. Além do peso, as dimensões do espaço medem entre 58 metros de comprimento por 28 metros de largura e entre 23 e 32 metros de altura.
A fabricação do material levou cerca de três meses, com aproximadamente 300 trabalhadores atuando diariamente na produção em Vlissingen, nos Países Baixos. Já no local da obra, as equipes realizaram uma operação controlada para posicionar os ‘caixões’ sobre uma fundação instaurada no fundo do mar.

A colocação do último caixão foi realizada em agosto. Apesar do nome, a ilha não produzirá eletricidade. O local funcionará como um centro de transmissão, concentrando parte da infraestrutura necessária para levar essa eletricidade até a rede terrestre.
Infraestrutura avaliada em € 7 bilhões
Avaliada com um orçamento inicial de € 3,6 bilhões, a infraestrutura passou por uma elevação de custos que chegou a casa de € 7 bilhões.
A zona eólica foi projetada para alcançar até 3,5 gigawatts (GW) de capacidade. De acordo com o Banco Europeu de Investimento, esse volume equivale ao consumo de eletricidade de mais de 3 milhões de residências.

O projeto também funcionará para interligações internacionais. Assim, a Princess Elisabeth Island contribuirá com diferentes países a trocar eletricidade conforme a produção renovável e demanda das redes.
Mesmo com a instalação dos 23 gigantes de concreto, o desenvolvimento da ilha não está concluído. A conclusão das obras está prevista para o início da próxima década.
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