TRAGÉDIA
Sobrevivente de explosão em bar na Suíça relata como escapou do local
Ao todo, 40 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas no episódio

Por Gustavo Nascimento

Um dos sobreviventes que estava no bar atingido por uma explosão seguida de incêndio em Crans-Montana, na Suíça, na madrugada de quinta-feira, 1º, contou como conseguiu escapar do local. Ao todo, 40 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas no episódio.
Identificado como Axel Clavier, o jovem estava no subsolo do estabelecimento quando o fogo começou. “Eu consegui sair milagrosamente. Nem sei explicar como. Eu estava onde tudo começou, no subsolo, bem no meio de tudo”, contou ele.
Axel afirmou que o ambiente foi rapidamente tomado pela fumaça e pelas chamas.
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“Eu virei uma mesa para me proteger das chamas, fiquei escondido atrás dela, porque o fogo começou a avançar com força. As pessoas tentavam subir, havia um grande amontoado, e eu achava que seria queimado se tentasse empurrar. Então esperei as pessoas subirem. Depois, desci de novo e foi a mesma coisa: não dava para ver nada”, contou.
O jovem também disse que uma amiga desapareceu no incêndio. “Em um momento, eu realmente tive que pegar uma mesa. Eu estava segurando minha amiga, mas ela escorregou. Infelizmente, hoje ela está desaparecida. Isso é muito pesado”, disse.
Ele também detalhou a dificuldade para sair do local: “Só havia uma porta de cerca de 1,50 metro para 200 ou 300 pessoas saírem. Então as pessoas caíam, se asfixiavam”.
O incêndio ocorreu durante uma festa de Ano Novo no bar Le Constellation, que fica no complexo do resort de esqui de Crans-Montana, na Suiça.
O que originou o incêndio?
Segundo a procuradora-geral do Valais, Beatrice Pilloud, a hipótese principal é de que o incêndio foi causado por velas de faíscas usadas em garrafas de champanhe. Os dispositivos teriam sido aproximados demais do teto, o que iniciou as chamas.
A investigação vai avaliar os materiais utilizados no local, licenças, medidas de segurança, existência de saídas de emergência e a lotação permitida. Neste sentido, é possível que sejam abertos processos criminais.
Além disso, as autoridades informaram que a identificação das vítimas deve levar tempo, devido ao estado dos corpos. Não há registro de brasileiros entre mortos ou feridos, segundo o Itamaraty.
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