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Trump acusa democratas de “comunismo” antes das eleições

Presidente tenta impulsionar Michael Whatley, que aparece atrás do democrata Roy Cooper

Isabela Cardoso
Por
Presidente Donald J. Trump
Presidente Donald J. Trump - Foto: Molly Riley

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez campanha na Carolina do Norte na quarta-fei, 16, em apoio ao republicano Michael Whatley, candidato ao Senado que aparece atrás do democrata Roy Cooper nas pesquisas de intenção de voto.

Durante o ato, Trump atacou os democratas em temas como crime, imigração e comunismo.

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A visita foi a primeira grande parada de Trump desde a convenção de meio de mandato do Partido Republicano, realizada na semana passada em Dallas. O presidente prometeu participar de uma série de eventos pelo país para fortalecer a legenda antes das eleições de 3 de novembro.

Na votação, estarão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 34 das 100 vagas do Senado. Os democratas são apontados como favoritos para recuperar o controle da Câmara, enquanto a disputa pela maioria no Senado é considerada acirrada.

Trump acusa democratas de serem “comunistas”

Durante o discurso, Trump afirmou que os democratas pretendem transformar os Estados Unidos em uma nação comunista. A declaração foi rejeitada pelos democratas, que classificam a acusação como uma distorção de suas posições políticas.

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“Vocês vão esmagar os comunistas, e é isso que eles são, são comunistas. Não seremos uma nação socialista. Eu estava certo. Eles estão buscando uma nação ‘comunista’”, disse Trump.

O presidente também acusou o ex-governador Roy Cooper de ser brando com o crime e de defender políticas favoráveis a imigrantes em situação irregular.

Uma tela exibida durante o evento mostrou fotos de pessoas que, segundo Trump, estavam entre os cerca de 3.500 detentos libertados durante o governo Cooper. As libertações ocorreram no contexto de um acordo firmado em 2021, durante a pandemia de Covid-19, que contribuiu para reduzir a população carcerária do estado.

“Roy Cooper quer que criminosos migrantes como esses fiquem à solta nas ruas da Carolina do Norte com políticas de cidades-santuário. Michael Whatley quer que eles sejam executados, presos ou deportados”, afirmou Trump.

Campanha de Cooper contesta acusações

Um porta-voz da campanha de Roy Cooper rejeitou as declarações de Trump e afirmou que o democrata construiu a carreira na área de segurança pública.

“Cooper, ex-governador e procurador-geral da Carolina do Norte, passou sua carreira colocando estupradores e criminosos violentos atrás das grades e assinando leis duras contra o crime”, disse o porta-voz.

A campanha também classificou como falsas as acusações feitas por Trump durante o comício.

Republicano precisa conquistar eleitores independentes

Trump continua sendo uma figura influente entre os eleitores republicanos, mas Whatley também precisa ampliar o apoio entre eleitores independentes e moderados.

Os eleitores sem filiação partidária representam cerca de 40% do eleitorado registrado da Carolina do Norte e formam o maior grupo de eleitores do estado. O segmento pode ter peso decisivo na disputa pelo Senado.

Trump repetiu uma orientação dada aos republicanos durante a convenção em Dallas: que os eleitores “finjam que ele está na cédula”, embora não seja candidato nesta eleição.

A campanha republicana ocorre em meio a preocupações com inflação, preços dos combustíveis e custo de vida, fatores que têm afetado o apoio a Trump entre eleitores mais moderados.

Pesquisas mostram vantagem democrata

Uma pesquisa da Universidade Elon, realizada entre 21 e 31 de agosto com 800 adultos da Carolina do Norte, apontou Roy Cooper com 49% das intenções de voto entre eleitores considerados prováveis, contra 38% de Michael Whatley. A margem de erro para esse grupo foi de 5,6 pontos percentuais.

O levantamento também mostrou que 54% dos entrevistados desaprovavam o desempenho de Trump no cargo, enquanto 31% aprovavam.

Outra pesquisa, divulgada em 17 de setembro pelo Carolina Journal, indicou Cooper com 49% e Whatley com 34%. O levantamento registrou ainda 12% de eleitores indecisos.

Whatley foi presidente do Comitê Nacional Republicano e disputa a vaga aberta com a decisão do senador republicano Thom Tillis de não concorrer à reeleição. A corrida é considerada estratégica para o controle do Senado americano.

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