CACHÊ ALTO
Léo Santana e Pablo estão no top-10 artistas que mais receberam dinheiro público
Cantores baianos surgem abaixo de grandes nomes do sertanejo


A quantidade de dinheiro público destinado aos shows de grandes artistas tem chamado atenção nos últimos dois anos. Segundo o levantamento do observatório 'De Olho nos Ruralistas', Léo Santana e Pablo integram o top-10 de cantores que mais receberem cachês de prefeituras no país.
De acordo com os números, o pagodeiro acumulou R$ 101,6 milhões em contratos públicos entre 2024 e 2026, ocupando o 8º lugar no ranking nacional. Já o cantor de arrocha levou o montante de R$ 99,4 milhões, ficando com a nona colocação.
Os baianos foram superados por Natanzinho Lima, Henry Freitas, Wesley Safadão, Tarcísio do Acordeon, entre outros.
Confira o Top 10
- Natanzinho Lima – R$ 158,2 milhões
- Henry Freitas – R$ 125,9 milhões
- Wesley Safadão – R$ 113,1 milhões
- Tarcísio do Acordeon – R$ 111,5 milhões
- Iguinho & Lulinha – R$ 111,1 milhões
- Seu Desejo – R$ 102,8 milhões
- Maiara & Maraisa – R$ 101,8 milhões
- O pagodeiro – R$ 101,6 milhões
- O cantor de arrocha – R$ 99,4 milhões
- Xand Avião – R$ 98,3 milhões
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Cachê de Pablo triplicou
Além dos quase R$ 100 milhões acumulados com os contratos públicos, Pablo do Arrocha também apresentou um aumento de mais de 200% no valor de seu cachê entre 2024 e 2026. Os números apresentados pelo relatório apontam que o montante cobrado pelo artista triplicou, saindo de R$ 238 mil para R$ 721 mil.
Esse desenvolvimento é apontado como consequência da produtora a qual ele é agenciado: a M&P. A empresa, que foi fundada pelo próprio Pablo, é responsável por cuidar da carreira das principais bandas que aparecem no relatório, como Toque Dez e Tayrone, acumulando contratos de R$ 251 milhões nesses dois anos, com 926 shows ao todo.
A M&P também agencia outros grandes nomes da música baiana que não aparecem no relatório, como Silfarley, Netto Brito, Asas Livres, Simone Morena, Nenho, Lukas Barretto e a dupla Stefany & Gabriely.
Em nota enviada à imprensa, Pablo justificou que os cachês de suas apresentações são definidos com base em critérios de mercado. “Em relação aos contratos para apresentações, os cachês são definidos pela empresa responsável pela gestão da carreira do artista com base em critérios técnicos e mercadológicos amplamente praticados no setor de entretenimento, considerando fatores como estrutura de produção, equipe envolvida, logística, deslocamentos, data, duração da apresentação, demanda e características específicas de cada evento”.
“Todos os contratos celebrados pela empresa seguem rigorosamente a legislação vigente, observando os princípios da legalidade, da transparência e da regularidade. O valor de mercado dos shows é resultado de uma trajetória consolidada ao longo de mais de duas décadas, marcada por projetos de grande sucesso, relevância artística e reconhecimento nacional, sendo compatível com o posicionamento de Pablo como um dos principais nomes da música brasileira”, completou.
Partidos que mais pagam
Chamado “Farras: como os shows com dinheiro público conectam artistas, bets, política e agronegócio”, o relatório também aponta que as prefeituras comandadas por partidos políticos de direita (PSD, União Brasil e PP) foram as mais pagantes.
Em 2025, elas representaram 77% das contratações analisadas entre os 40 artistas que mais receberam cachês de dinheiro público. Juntos, esses músicos receberam R$ 3,08 bilhões em contratos entre janeiro de 2024 e março de 2026.


