MÚSICA
Trompetista do interior da Bahia ganha destaque em concerto especial da OSBA
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Em celebração ao feriado de Nossa Senhora Aparecida e ao Dia das Crianças, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) apresenta, nesta segunda-feira, 12, mais uma edição do concerto Osba em Família. A apresentação acontece na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA), a partir das 17h, sob regência do maestro Eduardo Salazar e participação da trompetista Alana Rana como solista.
Criada em 2018, a série Osba em Família tem como objetivo aproximar diferentes gerações da música de concerto, especialmente crianças e jovens que ainda não tiveram contato com o universo sinfônico. A iniciativa aposta em apresentações realizadas em horários acessíveis às famílias, proporcionando uma oportunidade de conhecer a música clássica e os instrumentos que compõem uma orquestra.
Para a trompetista Alana Rana, iniciativas como essa desempenham um papel importante na formação de novos públicos e na democratização do acesso à cultura. Segundo a musicista, a experiência de assistir a uma apresentação sinfônica pode despertar o interesse de crianças e adolescentes pela música.
“Durante muito tempo, a sala de concerto foi vista como um espaço restrito a um número muito reduzido de pessoas. Iniciativas como esta quebram essa barreira e democratizam o acesso. Que o jovem que nunca teve contato com uma orquestra, pode se sentir pertencente, bem-vindo e encantado ali”, declara.
No repertório, o público poderá acompanhar composições de três importantes nomes da música de concerto: o venezuelano Inocente Carreño, o compositor tcheco Johann Baptist Georg Neruda e o russo Piotr Tchaikovsky. A seleção reúne obras de diferentes períodos e estilos, permitindo ao público conhecer distintas sonoridades e possibilidades da música sinfônica.
A apresentação será iniciada com Margariteña (Glosa Sinfónica), de Inocente Carreño, obra inspirada nas tradições musicais da Venezuela. Na sequência, a trompetista Alana Rana assume o papel de solista na execução do Concerto para Trompete em Mi Bemol Maior, de Neruda. O encerramento será marcado pela Sinfonia nº 4 em Fá menor, Op. 36, de Tchaikovsky, composição conhecida pela intensidade dramática e pelas mudanças de atmosfera ao longo de seus movimentos.
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De integrante a solista
Natural de Itiúba, no interior da Bahia, Alana Rana integra o naipe de trompetes da Osba desde 2024. No mesmo ano, a musicista conquistou o título de mestre em Performance pela Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Nesta edição do Osba em Família, a instrumentista deixa momentaneamente sua posição habitual na orquestra para assumir o protagonismo como solista.
O convite para a apresentação surgiu por meio do maestro Carlos Prazeres e de Heinz Schwebel, chefe de naipe da trompetista. Segundo Alana, a oportunidade veio em um momento em que ela já se dedicava ao estudo da composição de Neruda para uma apresentação individual.
“O convite surgiu através do maestro Carlos Prazeres e do meu chefe de naipe, Heinz Schwebel, pois já estava preparando essa obra para um recital solo. Para mim é importante ter a oportunidade de tocar na sala principal do TCA como solista, e poder compartilhar esse momento musical e especial com colegas e com o público”, conta.
Embora esteja habituada aos palcos e às apresentações com a Osba, Alana explica que assumir o posto de solista exige uma preparação diferente daquela realizada pelos músicos que integram os demais naipes da orquestra. Além do domínio técnico da obra, a instrumentista destaca a necessidade de desenvolver resistência física e mental para executar a composição.
“A preparação para atuar como solista é diferente de tocar na orquestra. Estou estudando a obra há algum tempo. Como trompetista, o estudo diário e o equilíbrio desse estudo é importante para criar a resistência física e mental, e manter a concentração na hora de tocar”, conclui.
OSBA EM FAMÍLIA / Segunda-feira (12), 17h / Sala Principal do Teatro Castro Alves / Setor I: R$ 40 e R$ 20 / Setor II: R$ 30 e R$ 15 / Setor III: R$ 20 e R$ 10 / Vendas: bilheteria TCA e Sympla
*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.


