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EDITORIAL

Bactéria ideológica

Recomendação da Anvisa sobre produtos Ypê levanta questões sobre o financiamento político da marca

Redação
Por Redação

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Produtos Ypê
Produtos Ypê - Foto: Divulgação

A questão relacionada ao risco para a saúde de produtos da marca Ypê não pode ser levianamente transferida para a querela ideológica mais comezinha. Quem assim o faz está desacreditando, sem provas e sequer indícios, gestores de órgãos cuja confiabilidade se construiu em décadas de prestação de serviço.

A intriga teve como origem o fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), subordinada a Brasília, determinar o recolhimento de lotes sob suspeita. O delírio de suposta perseguição, por ter a indústria financiado a campanha do ex-presidente e atual presidiário, perde força quando se abre o contexto.

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Nesta linha de argumentação falaciosa, não se pode entender recomendação similar à da Anvisa, por parte do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. Tivesse a Anvisa motivação estranha à estritamente técnica, a instituição paulista, dentro da redoma do governador Tarcísio de Freitas, teria necessariamente de ficar omissa – mas não ficou.

Ao invés de escárnio, é motivo de alerta a notícia de bactéria identificada em item comercializado para ser agente de limpeza

Logo, soa como galhofa injuriosa – e patética –, a reação de um desses militares que acrescentam a patente ao nome de político, ao dançar lavando pratos. O nível do debate ao rés do chão aumenta a coleção de absurdos produzidos pelo fácil acesso à internet de vozes desprovidas de bom senso.

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Ao invés de escárnio, é motivo de alerta a notícia de bactéria identificada em item comercializado para servir de agente de limpeza, e não de adoecimento.

Não se espera de profissionais do púlpito descer à rasteira planície de quem acusa sem fundamento, embora esse modo de agir tenha amiúde prosperado no país.

De fato, em 2022, o candidato derrotado recebeu R$ 1,5 milhão da Química Amparo, dona da marca Ypê, controlada pela família Beira: Waldir, Jorge e Ricardo.

No entanto, só o mecanismo mental conhecido por projeção poderia concluir com uma certeza inabalável ter agido com tamanha mesquinhez um governo pautado pela retidão.

Poderão os adeptos deste tipo de celeuma inócua buscar contribuir com o país debatendo pautas socialmente válidas.

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