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EDITORIAL

Batalhão de estranhos

Confira o editorial desta segunda, 12

Redação
Por Redação
O presidente dos EUA, Donald Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump - Foto: AFP

O método Trump de lidar com a questão migratória segue desenhando firmes contornos, em imagem de truculência, obscurantismo e delírio persecutório atribuída ao presidente dos Estados Unidos.

Todo este corpo deformado ganha coloração prevalecente grená, cor-de-sangue humano do qual dá pistas de se nutrir o drácula. Enquanto insiste em sua ética das cavernas, o boquirroto alaranjado continua a ceifa, desta feita vitimando a poetisa e guitarrista Renee Nicole Good, 37 anos, mãe de três filhos

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Recebeu a cidadã três balas à queima-roupa, em distância máxima de metro e meio calculando do lado de fora do veículo à cabina de onde dirigia a vítima. A execução partiu de um agente do serviço de migração, enviado no batalhão de 2 mil colegas para caçar supostos refugiados vindos da pequena Somália, na África.

Encontrou resistência o batalhão de estranhos, a ponto de multidões irem às ruas tentar deter a violência do grupo alienígena. Foi então a origem do conflito no qual perdeu a vida a poetisa, utilizando da manobra de seu automóvel como obstáculo, ao mobilizar, no entanto, a ira de seu algoz, competente para matar a indefesa.

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Protagonista dos piores momentos da humanidade em duas gestões, Donald Trump aumentou as provas de flagrante delito em suas mãos, pois é quem autoriza e incentiva a ação violenta do serviço migratório conhecido pela sigla ICE.

O novo evento criminoso aumenta a sensação da necessidade de parar Trump, comparável ao exorcismo da Besta do Apocalipse, tal sua carrancuda semelhança à entidade imaginária.

Texas, Kansas, Novo México, Ohio e Flórida uniram-se ao Minnesota, articulando o movimento “No kings” (não a reis), ao combater o poder absolutista para o qual Trump acredita ter sido destinado, em desvario de possível psicopatia.

Como agravante, o ICE sequer tem estatuto de polícia, embora seus agentes sejam convencidos a agir como carrascos do Medievo. Trata-se de uma nova cruzada: ou a cruz exorciza o Cão ou o mundo acabará nas labaredas do seu tridente.

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