OPINIÃO
Economia inclusiva
Confira o Editorial desta sexta-feira


A épica, histórica e arrebatadora vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva gerou, de bate-pronto, outra batalha decisiva: a econômica. A reação do mercado financeiro nos dias seguintes ao resultado das urnas evidenciou a malícia de investidores, alegando preocupação com a política fiscal.
No centro do debate estão a corrente ortodoxa, afeiçoada aos números acima das necessidades humanas; e a turma do equilíbrio, reivindicando a harmonia de estatísticas e programas sociais. Para além deste duelo, uma convergência é inevitável: o país necessita de uma estratégia econômica consistente e apresentada com rapidez.
O Brasil tem controlado a inflação, a atividade econômica vem batendo recorde, a geração de empregos alcança patamares inéditos e as desigualdades foram reduzidas. O enigma é como seguir construindo um país menos injusto sem deixar de lado os ajustes contábeis.
Neste contexto, impõe-se ao presidente eleito acelerar a definição da equipe econômica, especialmente do futuro ministro da Fazenda. O nome escolhido precisa inspirar confiabilidade, acumular competência técnica e dialogar tanto com o dono do meio de produção quanto com os segmentos mais vulneráveis deste país.
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O próximo titular da pasta precisará seguir o perfil de seus antecessores, entendendo estabilidade fiscal e justiça social como objetivos complementares de um mesmo projeto nacional. As especulações em torno de possíveis indicados, sejam lideranças emergentes como o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles, ou figuras consagradas do mercado financeiro, fazem parte do jogo político.
A sociedade espera uma boa convocação para o Brasil conseguir formar um escrete de gestores fortes, entrosados e capazes de vencer as demandas. Sob a liderança de Lula e do vice, Geraldo Alckmin, o novo governo terá a missão de construir pontes em ambiente de retrospecto positivo e expectativas elevadas.


