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O mar da fé no turismo

Confira o Editorial desta quarta-feira

Redação
Por Redação
Baía de Todos os Santos
Baía de Todos os Santos - Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

Ao final da publicação da série sobre turismo religioso na Baía de Todos-os-Santos, a conclusão possível é esta: a Bahia tem na fé um vetor de desenvolvimento.

A primeira reportagem mostrou Bom Jesus dos Navegantes, de 1750, a primeira celebração católica do ano, partindo da Boa Viagem.

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A atividade segue com a devoção a Santa Dulce dos Pobres, atraindo 270 mil pessoas à festa de 13 dias em agosto e recebendo 600 mil visitantes por ano.

O santuário no bairro de Roma é geminado com o Cristo Redentor e, em sintonia com Santiago de Compostela, pode compor uma só rota de peregrinação.

A reportagem número dois, em Cachoeira, mostrou um fato seguro, além de interpretações: o turismo está longe de ser apenas contemplação; é participativo.

Tem também os 13 quilômetros nos passos de Frei Galvão, em Belém de Cachoeira, onde o religioso estudou entre 1752 e 1756.

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Outras manifestações de fé com muita gente são a Festa da Ajuda, de 1595, e a da Boa Morte, comandada por mulheres negras iniciadas no candomblé.

Como disse o antropólogo Luís Cláudio Nascimento, a religiosidade ganha sentido com as pessoas enchendo as ruas e os templos.

A última reportagem, fechando a série publicada n'A TARDE, traz o alicerce de matriz africana: os terreiros. São 7,6 mil, segundo a Federação Nacional dos Cultos Afros Umbandistas do Brasil (Fenacab), a maioria concentrada em 18 municípios do Recôncavo.

Na Ilha de Itaparica, o Tuntun Olukotun, de 1850, guarda o culto mais antigo de egungun do país, resistindo à especulação. Mestre Didi, o saudoso Príncipe Deoscoredes, foi o defensor desta prática dedicada a manter os vínculos entre os vivos e seus antepassados.

Como define o Tata Muxiki Marcelo Santos, de nação angola, "turismo pode quebrar paradigmas, divulgando o cotidiano e preservando o sagrado".

A Baía completa 525 anos em 1º de novembro. Kirimurê, o "grande lago interior" para os índios, é um oceano de fé. Atualizar todo este potencial em circuito integrado de turismo religioso vai gerar emprego sem...

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