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Adolescente acusado de estupro coletivo no RJ segue foragido; entenda

Todos os outros suspeitos de envolvivmento no crime foram localizados e presos durante a semana

Gustavo Nascimento
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Câmeras de segurança do prédio registraram o momento da chegada e saída dos jovens ao prédio
Câmeras de segurança do prédio registraram o momento da chegada e saída dos jovens ao prédio - Foto: Reprodução

Um dos suspeitos de estuprar uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro segue foragido, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil. O crime foi cometido por cinco jovens, sendo que quatro deles têm 18 anos ou mais e já foram presos, enquanto o último suspeito, de 17 anos, ainda não foi localizado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 5, em endereços ligados ao adolescente, nos bairros de Copacabana, na Zona Sul, e São Cristóvão, na Zona Norte da capital. Além da participação no crime, o jovem é acusado de ter planejado a ação.

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Segundo a polícia, a investigação indica que o adolescente tinha um relacionamento com a vítima e foi o responsável por atraí-la a um apartamento em Copacabana, onde os outros homens, agora presos, já estavam.

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O jovem também é mencionado como mentor em outro caso, que foi relatado na delegacia depois da repercussão do primeiro. Este episódio teria acontecido em 2023, quando suspeito e vítima tinham 14 anos.

Diante da gravidade da ação, mas por ainda se tratar de um menor de idade, o Ministério Público concordou com a internação do adolescente considerado infrator nesta quinta-feira (5), e o juízo da Vara de Infância e Juventude acatou o pedido.

O pedido de internação do adolescente gerou embate entre a Justiça do Rio de Janeiro e a Polícia Civil, expostos em notas divulgadas nesta quinta.

Entrave judicial

Segundo comunicado do Tribunal de Justiça do estado, houve "sucessivos erros" da Polícia Civil e tentativas de burlar o "princípio do juiz natural", o que daria margem para a nulidade de todo o processo.

Entre as possíveis falhas citadas estaria o envio do inquérito ao 5° Juizado de Violência Doméstica da Capital, sendo que o caso deveria ter sido enviado à Vara da Criança e Adolescente. Além do destinatário errado, o tribunal diz que não havia, no inquérito, pedido de prisão ou busca e apreensão nem solicitação de urgência.

Por sua vez, a Polícia Civil disse em nota que seguiu o trâmite regular e que a investigação foi realizada "com rigor técnico, celeridade e absoluto compromisso com a responsabilização dos envolvidos".

Outros suspeitos

Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho foram presos na terça-feira, 3, enquanto Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram presos na quarta, 4.

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo
Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo - Foto: Divulgação | Disque Denúncia

Os advogados de Vitor Hugo e João Gabriel negam a participação no crime, já os advogados dos demais não foram encontrados.

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Direitos das Crianças estupro políticas públicas Rio de Janeiro VIOLÊNCIA SEXUAL

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