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OPERAÇÃO ELEIÇÕES 2026

Bahia vai contar com 4 mil câmeras e 2,5 mil viaturas durante eleições

Operação Eleições 2026 terá 980 câmeras com reconhecimento facial e Disque Denúncia 24 horas

Gustavo Zambianco e Luiza Nascimento
Por Gustavo Zambianco e Luiza Nascimento
Lançamento da Operação Eleições 2026
Lançamento da Operação Eleições 2026 - Foto: Gustavo Zambianco | Ag. A TARDE

As eleições deste ano na Bahia vão contar com um reforço na segurança com mais de 4 mil câmeras e 2,5 mil viaturas distribuídas por todo o território estadual. O planejamento da Operação Eleições 2026 foi apresentado nesta quinta-feira, 24, no Centro de Operações e Inteligência (COI) da Secretaria da Segurança Pública (SSP), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, a estrutura contará ainda com câmeras móveis instaladas em plataformas de observação elevada e equipamentos com tecnologia de reconhecimento facial. Do total previsto para a operação, 980 câmeras terão esse recurso.

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Além das viaturas, a operação contará com motos e helicópteros, que serão distribuídos de forma estratégica pelo território baiano para reforçar o policiamento durante o período eleitoral.

Disque Denúncia receberá relatos de crimes eleitorais

Uma das medidas anunciadas é o reforço do Disque Denúncia para o recebimento de informações relacionadas a possíveis crimes eleitorais. De acordo com Werner, o serviço funcionará 24 horas, de forma anônima e gratuita, pelo telefone 191.

A população poderá utilizar o canal para comunicar situações como suspeitas de compra de votos e outros crimes identificados durante o período eleitoral. As informações serão utilizadas pelas forças de segurança para orientar ações e permitir uma resposta mais rápida.

O secretário também citou o combate à boca de urna e destacou que haverá patrulhamento nas zonas eleitorais, além de equipes veladas da Polícia Civil e atuação da inteligência da Polícia Militar.

"Para que a gente possa receber denúncias de crimes eleitorais através do 191, o Disque Denúncia que funciona 24 horas, que é anônimo, que é gratuito", reforçou Werner.

Em entrevista ao portal A TARDE, o Coronel Magalhães, comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, explicou que existe um planejamento especial para zonas mais distantes e complexas que possam apresentar alguma dificuldade para que as urnas cheguem aos locais.

"Nós vamos fazer a escolta das urnas até esses locais, vamos manter a guarda e vamos terminada também fazer a condução devida com apoio do TRE, com orientação do TRE".

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Atuação contra fake news

Outro ponto destacado por Werner foi o combate à disseminação de informações falsas durante o período eleitoral. Segundo o secretário, as forças de segurança terão reforço na comunicação social para auxiliar no enfrentamento à desinformação.

A estrutura deverá funcionar de forma integrada com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Ministério Público Eleitoral (MPE), que também atuam no combate à desinformação relacionada às eleições.

"Teremos o reforço da comunicação social para que essa desinformação não influencie totalmente nas eleições. Procuraremos sempre garantir a democracia", garantiu Werner.

De acordo com Maurício Kertzman Szporer, desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia, o estado foi pioneiro na criação do Centro Integrado de Inteligência na Propaganda Eleitoral Digital.

"Nós monitoramos as fake news. Não se trata mais de disputa entre candidatos, mas de agressões à integridade do pleito eleitoral. Nós fazemos o monitoramento das redes da internet e detectamos tudo o que possa tentar trazer mensagens falsas e desinformações aos eleitores em relação às eleições para tirar da rede o mais rapidamente possível", explicou Szporer.

Prevenção também será realizada nos locais de votação

A operação também prevê ações preventivas nos locais onde haverá votação. Entre as medidas estão vistorias técnicas de prevenção contra incêndios, além do patrulhamento nas zonas eleitorais.

Coronel Aloísio Mascarenhas Fernandes, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, deu detalhes sobre a atuação do órgão durante as eleições.

"Incêndios e pânicos, sobretudo zonas eleitorais, no sentido de garantir o fluxo das pessoas nesses locais de votação em caso de acidentes, através de uma resposta rápida que possa desobstruir trânsito, desobstruir qualquer impedimento a esses eleitores. Além disso, nós já iniciamos o nosso trabalho de fiscalização relativa à proteção contra incêndio e pânico também dos locais onde serão realizadas as eleições", pontuou coronel Aloísio.

A inteligência das polícias deverá orientar o emprego das equipes a partir das informações recebidas e do monitoramento realizado durante o período eleitoral.

A Operação Eleições 2026 reúne a SSP, Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento de Polícia Técnica, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar, TRE e Ministério Público Eleitoral.

Atuação de cada órgão

Segundo Leonardo Rios, delegado da Polícia Federal, a estrutura do órgão estará mobilizada de forma coordenada, tanto na capital quanto no interior, com a integração permanente entre as unidades, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e demais instituições de segurança envolvidos no processo eleitoral.

"A nossa atuação integrada busca assegurar não apenas a segurança no dia da votação, mas a proteção de todo o processo eleitoral, desde a campanha até a conclusão do pleito, prevenindo e reprimindo condutas que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor, a regularidade da disputa, a legitimidade do resultado", detalhou Rios.

Delegado-Geral da Polícia Civil, André Viana destacou a função da Polícia Civil durante a operação. Segundo ele, a corporação vai atuar de forma supletiva junto com a Polícia Federal, justamente para garantir o sucesso das investigações, mas de forma totalmente integrada com as demais forças.

"Nós já estamos atentos a todas as ações, mas em diversas cidades nós vamos instalar os plantões com 48 horas antes ao pleito eleitoral, já dando start às ações que possam incorrer em algum obstáculo ao pleito eleitoral", garantiu Viana.

Superintendente da PRF, Vagner Gomes da silva também explicou a função das equipes. O representante afirma que as ações iniciaram no dia 14 de setembro, visando priorizar a segurança das pessoas, a livre circulação e a fluidez do trânsito.

"Serão evitadas as abordagens que ensejem averiguação de infrações administrativas. Ou seja, poderão ocorrer as abordagens de não haja realmente uma fundada suspeita, um risco concreto à saúde, à integridade de todas as pessoas que irão utilizar as rodovias para se deslocarem aos seus locais de votação", sinalizou.

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