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Cães são peças-chave para operações policiais complexas; entenda treinamento

Capacitação da PMBA reúne 22 profissionais e tem duração de 10 semanas

Alice Paulilo
Por
Cadela policial Pipoca em abertura do curso de Operações com Cães
Cadela policial Pipoca em abertura do curso de Operações com Cães - Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE

O VIII Curso de Operações com Cães da Polícia Militar da Bahia (PMBA) deu início, nesta quinta-feira, 15, aos três módulos de especialização para atuação com o cão policial. O curso teve como abertura, a aula inaugural de tema "Operações com Cães em Áreas Conflagradas".

O momento foi ministrado pelo subcomandante Tenente Coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), Luiz Antônio de Figueiredo, que possui vasta experiência na aérea. A capacitação dos policiais visa a atuação destes para operações de alta complexidade.

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Durante a palestra, o PM mostrou diversos exemplos do treinamento e da atuação dos cães no território do Rio de Janeiro. Mostrou também que em operações especiais de áreas conflagradas, ou seja, territórios urbanos marcados por conflitos armados e atuação de grupos criminosos, os cães possuem papel essencial, principalmente, na captura de drogas e material ilegal.

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Magalhães, destacou a importância do trabalho dos cães policiais para aprimorar o atendimento às ocorrências complexas. Segundo ele, a iniciativa busca ampliar a capacidade de atuação dos agentes e melhorar os serviços prestados à sociedade.

"Nosso compromisso com a sociedade é oferecer uma polícia melhor capaz e em melhor em condições para atender as demandas sociais. É um curso que a gente está unindo não só a tecnologia, mas trazendo a capacidade do cão em ajudar, em dar suporte ao nosso policial para ocorrências complexas", disse o coronel em entrevista ao portal A TARDE.

Qual a importância dos cães policiais?

A cadela policial Pipoca, pertencente à Companhia de Operações com Cães (COC) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) da PMBA, participou do evento para representar os seus colegas cães policiais e esteve recepcionando os participantes.

Soldada Adriana, condutora principal de Pipoca, cadela policial
Soldada Adriana, condutora principal de Pipoca, cadela policial - Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE

Junto a sua condutora, Adriana Silva, Pipoca exalou muita simpatia e acolhimento aos 22 alunos que participarão de mais uma edição do curso.

Cadela Pipoca recepcionando os policiais
Cadela Pipoca recepcionando os policiais - Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE

O cão policial possui uma atuação estratégica na segurança pública. Com os sentidos milhares de vezes mais aguçados e superiores ao humano, ele otimiza o tempo das operações, acessa locais inacessíveis e ainda garante uma segurança extra aos policiais.

Foi o que pontuou o coronel Magalhães sobre o diferencial dos cães na atividade policial.

"O cão tem essa capacidade de avançar, de agredir quando necessário, sob mando, de proteger nosso policial e de farejar, chegar e enxergar aquilo que a gente não consegue a olhos nus, enquanto profissionais", explica ele.

"Tem diversas atividades que o cão pode desenvolver em apoio à atividade policial militar. Nós estamos, especificamente, com a patrulha em área complexa e já estamos fazendo o farejamento de armas e drogas, através dos nossos cães", completa o coronel.

Como funciona o curso?

Policiais na aula inauguração do curso
Policiais na aula inauguração do curso - Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE

O VIII Curso de Operações com Cães é dividido em três módulos:

  • Módulo Rústico;
  • Módulo Cinotécnico;
  • Módulo de Operações.

Segundo o órgão, essa especialização do policial militar para atuar com o cão policial adestrado tem o objetivo de capacitá-lo para as mais diversas atividades e para a melhor prestação de serviço à sociedade baiana.

Esta edição tem a participação de 22 alunos, sendo 17 policiais militares da Bahia, um policial militar do Mato Grosso do Sul, um policial civil da Paraíba e três Fuzileiros Navais. É realizado pela Companhia de Operações com Cães (COC), subunidade pertencente ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).

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As aulas serão realizadas durante 10 semanas, na modalidade presencial, com carga horária de 650 horas/aula. O curso é moldado para testar os limites físicos e psicológicos dos profissionais para capacitação de missões de alta complexidade.

Ao final do curso será realizado o Estágio Operacional Supervisionado com empregos dos cães policiais em algumas atividades, a exemplo de abordagem à ônibus interestaduais na Estação Rodoviária de Salvador; Patrulha de Operações com Cães em locais a serem definidos; e em Eventos Desportivos.

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