Busca interna do iBahia
HOME > POLÍCIA

CASO THAMIRIS

Caso Thamiris: quase seis meses depois, entenda como está a investigação

Adolescente desapareceu após sair da escola para ir para casa

Luan Julião e Gustavo Zambianco
Por Luan Julião e Gustavo Zambianco
Menina Thamiris dos Santos Pereira
Menina Thamiris dos Santos Pereira - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Depois de quase seis meses do dia que marcou o início do “Caso Thamiris”, uma jovem de 14 anos que desapareceu e depois foi encontrada morta em um terreno baldio na região do Cassange, em Salvador, as investigações ainda não foram concluídas e os principais suspeitos de participarem do crime seguem em liberdade.

O advogado da família da garota, Dr. Rogério Matos, que acompanha o caso, falou com a imprensa, nesta sexta-feira, 28, sobre o andamento das investigações e quais devem ser os próximos passos das diligências.

Tudo sobre Polícia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

De acordo com o advogado, o caso ainda continua na fase de inquérito policial, visto que, após o aparelho celular da garota ser encontrado, ele segue no processo de perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Com essa perícia mais detalhada, a Polícia Civil consegue enviar um inquérito mais robusto ao Ministério Público, que pode apontar outros envolvidos no caso, comenta o advogado.

Rodrigo Faria Sena dos Santos e Thamiris Pereira
Rodrigo Faria Sena dos Santos e Thamiris Pereira - Foto: Reprodução

Suspeitos cada vez mais próximos da prisão

Depois de um período em que os suspeitos do caso passaram a ser presos e soltos, o advogado se mostrou confiante de que “eles seguirão denunciados e, com certeza absoluta, nessa denúncia vai ser pedida uma prisão preventiva”.

Até o momento, os principais suspeitos do caso são:

  • Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo Farinha”;
  • Davi de Jesus Ferreira;
  • Leandro de Jesus Ferreira.
Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo farinha” e Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos
Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo farinha” e Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Nesse caso, eles ficariam presos em um regime diferente do que já estiveram, visto que anteriormente foi decidida uma prisão temporária para os suspeitos, que possui uma data de validade.

Agora, de acordo com o advogado, é esperado que a nova sentença seja para uma prisão preventiva, essa que não possui um tempo de validade definido.

Dificuldades para a prisão preventiva imediata

Mesmo considerando um crime bárbaro, o Dr. Rogério Matos informou que existem algumas dificuldades para impor diretamente a prisão preventiva aos suspeitos.

“Todo o crime dessa brutalidade é que não são flagranteados os autores; ele passa pelo processo de investigação mais cauteloso, por isso, a autoridade policial pediu, na época, essas prisões temporárias”, informou o advogado.

Homem havia sido preso no dia 19 de março mas foi liberado menos de um mês depois
Homem havia sido preso no dia 19 de março mas foi liberado menos de um mês depois - Foto: Reprodução

Possibilidade de júri popular

O advogado revelou que o caso está sendo tratado como um crime de feminicídio com diversos qualificadores.

Por isso, o Dr. Rogério Matos aponta que, após a possível prisão preventiva, os suspeitos vão passar por um júri popular para a condenação.

Relembre o caso

A jovem Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, desapareceu no dia 12 de março deste ano após sair da escola no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Horas depois de o desaparecimento ser comunicado, a bolsa da garota foi encontrada abandonada em uma rua do bairro, porém, seu celular não estava lá.

Dias depois do ocorrido, o corpo da garota foi encontrado em um terreno baldio na região do Cassange, na capital baiana, encerrando as buscas e dando início a uma investigação de homicídio que mobilizou equipes da Polícia Civil.

Menina Thamiris dos Santos Pereira
Menina Thamiris dos Santos Pereira - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Conforme as investigações, Thamiris teria sido atraída sob o pretexto de uma conversa com pessoas conhecidas da região.

No local, segundo a apuração da PC, ela teria sido colocada em uma situação de “interrogatório” ou “julgamento informal”, em um modelo associado ao chamado “tribunal do crime”, prática ligada a grupos criminosos.

A principal tese indica que o crime teria sido motivado por uma suposta retaliação. Conforme o Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), há indícios de que a adolescente teria sido associada a uma denúncia que resultou na prisão de um homem por violência doméstica.

Leia Também:

POLÍCIA

Carga de três quilos de droga sintética avaliada em mais de R$ 2 milhões
Carga de três quilos de droga sintética avaliada em mais de R$ 2 milhões imagem

POLÍCIA

Morador é multado por se masturbar ao ver vizinha pela janela na Bahia
Morador é multado por se masturbar ao ver vizinha pela janela na Bahia imagem

BRILHO DO AMANHÃ

Operação contra violência infantil termina com 51 presos na Bahia
Operação contra violência infantil termina com 51 presos na Bahia imagem
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

investigação Polícia Thamiris

Relacionadas

Mais lidas