CHACINA RAFAEL JAMBEIRO
Empresário morto em Salvador teria ligação com o CV e com ataque que matou criança
Polícia aponta que ele e um dos comparsas foram mortos em retaliação pela morte da menina, de 2 anos


No último dia 22 de setembro, a execução do empresário Eduardo Santana de Oliveira, 31 anos, no bairro do Itaigara, em Salvador, chamou a atenção da população e causou muita revolta e comoção. O crime foi praticado por dois homens.
Mas, o que muita gente não sabe é que a Polícia Civil da Bahia investiga se a execução dele foi uma retaliação pelas mortes da pequena Maria Eduarda Alexandrina Araújo, de 2 anos, e de um homem identificado apenas pelo apelido de Palhaço.
O pai da criança, Roberval Lima Araújo, de 32, mais conhecido como Robinho, o alvo do ataque também morreu na ação, em Rafael Jambeiro. A mulher dele, Gleice Alexandrina, 26, e os três filhos dela, de 1, 4 e 6 anos, ficaram feridas e sobreviveram.
Além de Eduardo, os outros dois homens envolvidos no ataque também morreram. Lielson da Conceição Nascimento, morreu em confronto com policiais militares, no dia 23, na localidade de Tiquaruçu, na zona rural de Feira de Santana, cerca de 115 Km da capital baiana.
Já Ícaro Oliveira de Barros, 26, o Bubu, foi encontrado morto e decapitado, no dia 27, em Itapecerica da Serra, em São Paulo. A cabeça dele foi localizada cerca de 10 quilômetros de onde o corpo foi abandonado.
Sob anonimato, uma fonte da Polícia Civil informou que os homens eram dissidentes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e, atualmente, faziam parte do Comando Vermelho (CV). Eduardo e Ícaro teriam sido mortos por integrantes do PCC. Ícaro durante um tribunal do crime.
O ataque em Rafael Jambeiro
As investigações apontam que Robinho foi morto durante um acerto de contas entre integrantes de facções rivais por disputa ligadas ao tráfico de drogas.
O triplo homicídio ocorreram na madrugada do dia 18, dentro de um imóvel, no povoado de Lagoa do Miranda, na zona rural de Rafael Jambeiro, na microregião de Feira de Santana.

De acordo com a Policia Civil, as investigações já estão bem adiantas e indicam que os três homens mortos foram de fato os responsáveis pela chacina.
"As informações, até então colhidas no inquérito, indicam que sim [que o trio praticou o crime]. Depoimentos e informações levantadas apontam para esse caminho. O inquérito ainda está em curso", afirma a fonte.
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Investigação sobre as mortes dos suspeitos
As mortes de Eduardo e Lielson são investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), órgão da Polícia Civil da Bahia. A de Ícaro é apurada pela Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com a polícia da Bahia, os três homens tinham registros criminais e tinham forte ligação com facção criminosa.


