POLÍCIA
Entregador baleado por policial tem infecção e enfrenta terceira cirurgia
Caso ocorreu durante uma discussão de trânsito na Avenida São Rafael


O entregador Cirilo Marques, de 27 anos, voltou a ser internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, após apresentar uma infecção na perna atingida por um disparo durante uma briga de trânsito. Ele recebeu alta no dia 9 de setembro, mas retornou à unidade no domingo (13), após apresentar febre. Cirilo deverá passar por uma terceira cirurgia.
Segundo a esposa da vítima, Samile Sahade, a vítima estava em casa quando apresentou febre e precisou ser levado novamente ao hospital. "Vi que ele estava com febre em casa e liguei para o Samu. A mão dele estava amarela, o Samu chegou lá em casa e trouxe ele aqui para o HGE", disse Samile em entrevista ao g1.
Além da infecção, Cirilo apresentou anemia e uma alteração na coagulação do sangue. A nova cirurgia será newcessária para realizar uma limpeza interna na região atingida pelo disparo. De acordo com a familia, os médicos também acompanham a presença de estilhaços da bala no corpo do entregador.
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Relembre o caso
Cirilo foi baleado na perna no dia 24 de agosto, durante uma discussão de trânsito na Avenida São Rafael, em Salvador. Segundo a família, ele estava dirigindo quando houve uma colisão entre o carro dele e o veículo do policial militar Rodrigo Wanderley Ramos Bonfim.
Após a batida, o PM teria descido do carro alterado. Com medo, Cirilo começou a gravar a situação com o celular. Imagens registraram o momento em que o policial, que portava um distintivo, abriu a porta do carro do entregador e retirou o aparelho das mãos dele. O disparo não foi registrado.
Cirilo ficou internado no HGE por cerca de duas semanas e já passou por duas cirurgias. De acordo com a família, a retirada dos estilhaços pode representar riscos devido à proximidade com a artéria femoral e nervos importantes.
O policial militar foi preso no dia 2 de setembro, oito dias após o crime, e segue custodiado. A Polícia Militar informou anteriormente que instaurou um processo administrativo disciplinar contra o soldado e acompanha o caso.


