POLÍCIA
Ferro-Velho: empresário acusado passa por audiência de custódia; veja vídeo
Marcelo Batista da Silva foi preso nesta terça-feira, 26
Por Victoria Isabel

O empresário Marcelo Batista Silva, acusado das mortes de seus dois funcionários do ferro-velho, Paulo Daniel Pereira e Matusalém Silva Muniz, passou nesta quinta-feira, 28, por uma audiência de custódia no Fórum Criminal de Sussuarana. Ele foi preso na terça-feira, 26, no bairro de Pirajá, em Salvador.
A reportagem de A TARDE, presente no local, registrou o momento em que o acusado, que passou sete meses foragido da Justiça, era conduzido em uma viatura da Polícia Civil. (Veja no final)
Relembre o crime
O caso teve início em novembro do ano passado, quando os dois jovens desapareceram. Antes de sumirem, as vítimas foram acusadas por Marcelo de furto de alumínio. Durante a investigação, o carro de Marcelo Batista foi periciado, e amostras de sangue foram identificadas no veículo.
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Em dezembro do ano passado, durante uma coletiva, o delegado José Nélis, da 3ª DH, revelou que o ferro-velho era uma espécie de fachada para um esquema de venda de armas de forma ilegal, comandado por Marcelo.
Além disso, ele revelou como o crime teria sido cometido: “No domingo já existe uma ação de Marcelo, que nós entendemos já ser uma provável tentativa de homicídio. Ele acredita que um dos funcionários tenha subtraído o material. A seguir, ele surpreende as vítimas, Paulo Daniel e Matusalém, que não têm ligação com essa subtração, que seria por outro funcionário. Então, a partir disso, ele já começa a atuar, mantendo esses funcionários em cárcere privado, depois, provavelmente, evoluindo para a tortura até o duplo homicídio de Matusalém e Paulo Daniel.”
Histórico
Quatro homicídios, quatro tentativas de assassinato, diversos casos de tortura e ameaças. Esse é o histórico criminal que pesa contra Marcelo Batista da Silva, preso nessa terça-feira, 26, no bairro de Pirajá, em Salvador, durante uma operação realizada por equipes do Departamento de Homicidios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.
Marcelo é apontado por vítimas e testemunhas como mandante e também executor dos crimes ocorridos em 2016 e 2024.
As ações criminosas, segundo a PC, ocorriam dentro do próprio estabelecimento comercial e contavam com o suposto envolvimento de policiais. A polícia apura que o homem agia motivado por vingança, já que desconfiava que os funcionários estavam furtando materiais no ferro-velho.
Veja vídeo:
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