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SALVADOR

Filho de ginecologista contesta acusações após soltura do pai: “Grave injustiça”

Hosaná Pereira foi solto após falta provas referente as denúncias de gravar pacientes

Leilane Teixeira
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Imagem ilustrativa da imagem Filho de ginecologista contesta acusações após soltura do pai: “Grave injustiça”
Foto: Divulgação Cremeb-BA | Divulgação

Após ser liberado na audiência de custódia, a família do médico ginecologista Hosaná Pereira de Santana se manifestou sobre as acusações de que o profissional teria usado óculos com câmeras para, supostamente, gravar pacientes durante consultas.

O filho do médico divulgou uma nota pública afirmando que o pai foi vítima de um "grave episódio de injustiça" e nega que tenha cometido qualquer crime. Na manifestação, Hosanah Filho, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), sustenta que o equipamento que motivou a denúncia eram os óculos inteligentes da Meta utilizados pelo pai como óculos de grau.

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Segundo ele, o dispositivo só inicia gravações quando há acionamento manual e possui um sistema de aviso luminoso por LED que informa às pessoas próximas quando a câmera está registrando imagens.

"Esse sinal luminoso nunca foi emitido durante suas consultas, pois, como confirmado pela Justiça, não existe nenhuma gravação".

O que ocorreu foi um enorme mal-entendido, tragicamente distorcido e propagado como verdade absoluta

Hosanah Filho - Doutorando em Ciências Sociais e filho do médico

Prisão

O médico foi preso em flagrante na sexta-feira, 10, sob suspeita de gravar uma paciente durante uma consulta em uma clínica localizada no bairro Vila Laura, em Salvador. Neste domingo, 12, ele foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia.

Ainda de acordo com o filho do médico, o pai colaborou desde o início das investigações, entregando aparelhos eletrônicos e fornecendo as senhas de acesso às autoridades. Ainda de acordo com ele, foi criada uma narrativa de que Hosaná teria confessado o crime, o que, segundo a família, nunca aconteceu.

"Hoje, recebemos a confirmação da Justiça: o flagrante foi reconhecido como ilegal por absoluta ausência de provas. A suposta gravação nunca existiu", afirmou.

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Apoio de médicos

Além da nota, Hosanah Filho divulgou um vídeo em que diversos médicos manifestam solidariedade ao colega e criticam o julgamento antecipado do caso.

Nas imagens, um dos profissionais afirma que as informações sobre o médico vêm sendo divulgadas antes da conclusão das investigações.

Outro colega destaca que Hosaná construiu uma trajetória profissional de cerca de 20 anos sem qualquer registro que comprometesse sua conduta ética ou atuação médica.

Confira posicionamento na íntegra

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Hosaná Pereira de Santana Óculos Meta Polícia Salvador

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