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INVESTIGAÇÃO

Ginecologista condenado por estupro é afastado de hospital na Bahia

Este é o segundo afastamento do ginecologista após a condenação

Leilane Teixeira

Por Leilane Teixeira

07/01/2026 - 19:09 h
O crime ocorreu em abril de 2022
O crime ocorreu em abril de 2022 -

Um médico ginecologista condenado em primeira instância por estupro de vulnerável no Espírito Santo foi afastado após atuar por alguns meses na área de Obstetrícia, em regime de plantão, no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, no sul da Bahia.

O profissional, identificado como Ricardo Ramos Pereira, foi condenado em outubro de 2024 a oito anos de prisão em regime fechado por abusar sexualmente de uma paciente de 22 anos durante atendimento no Hospital Municipal de Cobilândia, em Vila Velha.

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O crime ocorreu em abril de 2022. A decisão ainda cabe recurso, e o médico nega as acusações nos autos do processo.

Este é o segundo afastamento do ginecologista após a condenação. Em setembro de 2025, ele já havia sido desligado da Santa Casa de Lavras, em Minas Gerais, onde também trabalhava.

O que dizem as instituições

Em nota, a Santa Casa de Itabuna informou que solicita atestado de antecedentes éticos emitido pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) para contratação de médicos. No documento apresentado por Ricardo Ramos Pereira não constava qualquer restrição ao exercício profissional.

O Cremeb também se manifestou, afirmando que não há registro de punições éticas no estado que impeçam o exercício da Medicina pelo profissional. A entidade explicou que advertência pública isoladamente não impede a atuação médica, e que julgamentos criminais em primeira instância, ocorridos em outras esferas, só passam a ter reflexo no Conselho após o trânsito em julgado.

O órgão destacou ainda que não existem denúncias de assédio sexual ou conduta semelhante contra o médico na Bahia e afirmou que nenhuma certidão de antecedentes éticos foi solicitada especificamente para essa contratação.

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Condenação no Espírito Santo

Segundo a decisão judicial, a vítima — uma jovem de 22 anos — havia sofrido um aborto espontâneo e passado por curetagem. Após sentir dores, ela retornou ao hospital, onde foi atendida pelo médico.

A mulher relatou comportamento invasivo e inadequado durante a consulta. Ao ir ao banheiro do consultório para se vestir, o médico teria entrado no local e a violentado sexualmente.

Após o ato, segundo a sentença, o médico ainda teria minimizado o crime, dizendo que nada aconteceria devido ao tempo de profissão.

Uma perícia realizada no banheiro encontrou esperma compatível com o DNA do ginecologista, reforçando a denúncia que levou à condenação.

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Tags:

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