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MEGAOPERAÇÃO NO RJ

Governo Lula rebate crítica de Cláudio Castro após megaoperação

Operação já resultou em 81 prisões e ao menos 60 mortes

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Megaoperação no Rio de Janeiro provocou mortes
Megaoperação no Rio de Janeiro provocou mortes - Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

Após a megaoperação realizada nesta terça-feira, 28, no Rio de Janeiro, que resultou em 81 prisões e ao menos 60 mortes, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o governador Cláudio Castro tenta transferir a responsabilidade para o governo federal.

A leitura no Planalto é de que, ao afirmar que as forças estaduais atuam sozinhas e que Brasília tem negado o envio de blindados, Castro busca se eximir da pressão sobre a crise na segurança pública fluminense.

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Durante entrevista coletiva, o governador mirou no governo federal e no Supremo Tribunal Federal (STF) para dizer que não tem recebido ajuda e, inclusive, está sendo atrapalhado pelo STF no combate ao crime organizado.

Segundo apuração do G1, integrantes do governo afirmaram que, em nenhum momento, o governador do Rio comunicou que uma operação dessa dimensão estava sendo planejada, ação que, inevitavelmente, representaria alto risco tanto para as forças policiais quanto para a população.

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Um assessor do presidente Lula destacou ainda que o envio de blindados só é permitido em situações em que esteja em vigor uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o que não era o caso.

Segundo assessores diretos do presidente Lula, em nenhum momento o governador do Rio pediu a decretação de uma GLO no Estado.

O presidente Lula tem se posicionado contra o uso da GLO para empregar o Exército em ações de combate direto ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Ele costuma afirmar que as Forças Armadas “não devem subir morros”, defendendo que sua atuação seja restrita a missões específicas e coordenadas. Ainda assim, a presença de blindados nas ruas é possível, desde que faça parte de uma operação conjunta, previamente planejada entre os governos estadual e federal.

"Não podemos simplesmente ceder os blindados sem saber o que serão feitos com eles. Isso não tem sentido nenhum", afirmou outro auxiliar do presidente Lula.

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