POLÍCIA
Hospital Aliança afasta médico após operação investigar crimes sexuais em Salvador
Médico foi alvo de busca e apreensão em apartamento na Ladeira da Barra


O médico urologista Samuel Ribeiro Juncal, alvo de uma investigação da Polícia Civil da Bahia por suspeitas relacionadas a crimes sexuais, foi afastado preventivamente das atividades profissionais no Hospital Aliança, um dos principais hospitais particulares de Salvador. A decisão foi tomada pela unidade após a divulgação das acusações envolvendo o profissional.
Em nota, o Hospital Aliança informou que tomou conhecimento das acusações contra o médico por meio da imprensa e decidiu pelo afastamento enquanto o caso é apurado.
“O Hospital Aliança informa que, após tomar conhecimento das acusações ao Dr. Samuel Juncal por meio da imprensa, decidiu pelo afastamento preventivo do médico, enquanto são realizadas as devidas apurações.”
O afastamento ocorre no mesmo dia em que Juncal foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 27, para investigar crimes como estupro de vulnerável, produção e armazenamento de pornografia infantil.
A medida judicial foi cumprida em um apartamento no Edifício Pedra do Mar, na Ladeira da Barra, em Salvador. Durante a ação, equipamentos eletrônicos foram apreendidos e deverão ser analisados pelos investigadores.
Médico nega acusações
A defesa de Samuel Juncal afirma que as acusações contra o médico são “infundadas e caluniosas” e que o profissional é inocente.
Segundo os advogados, Juncal tem colaborado com as autoridades desde o início da investigação e teria colocado à disposição da polícia informações e testemunhas que, conforme a defesa, podem contribuir para esclarecer os fatos.
A defesa também classificou a busca e apreensão realizada nesta quinta-feira como desnecessária e desproporcional. Os advogados afirmam ainda que mensagens preservadas do celular do médico e de familiares poderão demonstrar a falsidade da acusação.
O procedimento tramita sob segredo de Justiça, segundo a defesa, para preservar a identidade e a integridade de menores envolvidos no caso.
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A defesa técnica do médico Samuel Juncal vêm a público esclarecer que as notícias veiculadas nesta quinta-feira (27) decorrem de uma acusação infundada e caluniosa, repudiando com veemência qualquer vinculação a condutas ilícitas.
O profissional reafirma categoricamente a sua total inocência, o que será comprovado no decorrer da investigação.
Desde o início da investigação, o médico vem mantendo uma postura de colaboração irrestrita e transparente com as autoridades e com o Poder Judiciário para que a verdade seja restabelecida com a máxima celeridade.
Ressalta-se que o procedimento tramita sob estrito segredo de justiça para resguardar a intimidade e a integridade de menores, de modo que a espetacularização e o vazamento de informações afrontam diretamente as garantias legais previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A defesa ressalta, ainda, que a medida de busca e apreensão realizada nesta manhã revelou-se totalmente desnecessária e desproporcional, visto que o médico sempre colaborou com os órgãos investigativos, tendo se colocado expressamente à disposição das autoridades policiais. Nesse sentido, nos dias 12, 17 e 20 de agosto, foram indicadas à Delegacia de Polícia testemunhas que podem atestar a sua inocência, além de terem sido preservadas as mensagens de celular do médico e de sua família, conteúdo que provará a falsidade da acusação que desencadeou a descabida operação policial.
Operação Brilho do Amanhã
A investigação contra o médico ocorre dentro da Operação Brilho do Amanhã, ação coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Polícia Civil da Bahia.
Nesta quinta-feira, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além de prisões realizadas durante as diligências. As ações ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité.
A operação também investiga outros suspeitos de crimes contra pessoas vulneráveis. Entre os presos está um policial militar da reserva, apontado pela investigação como suspeito de abusos contra familiares.
As apreensões realizadas durante a operação, principalmente de celulares e HDs externos, serão submetidas a perícia para auxiliar na identificação de possíveis provas, vítimas e outros envolvidos.


