OPERAÇÃO PREMIUM MANDATUM
Investigados por tráfico e lavagem de dinheiro são alvo de operação em Juazeiro
Quadrilha possui atuação estruturada, com divisão de funções entre diferentes núcleos

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 9, a quarta fase da Operação Premium Mandatum, com o cumprimento de mandados judiciais contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de capitais com atuação interestadual.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária nos municípios de Juazeiro, no norte da Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. Além disso, equipes também executaram 12 mandados de busca e apreensão nas duas cidades. Outro mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro.
Grupo comandado de dentro de presídios
As investigações apontam que a organização tinha uma estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre diferentes núcleos. Um grupo de comando, formado por lideranças custodiadas em unidades prisionais, seria responsável por ordenar as ações criminosas.
Já um núcleo operacional executava as ordens, enquanto outro setor, denominado núcleo financeiro, era encarregado da ocultação e movimentação dos recursos ilícitos, garantindo a continuidade das atividades do grupo.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos seis aparelhos celulares, uma balança de precisão e R$ 14.781 em espécie. Todo o material recolhido será analisado para aprofundar as investigações.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro.
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A operação contou com apoio de forças de segurança da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, incluindo equipes do Gaeco, Polícia Militar e Polícia Penal da Bahia.
A ação foi coordenada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Norte) e da 6ª Promotoria de Justiça de Juazeiro.
De acordo com o MP-BA, nas fases anteriores da Operação Premium Mandatum já foram denunciadas 48 pessoas, além de ter sido determinado o bloqueio judicial de R$ 44 milhões em bens e valores. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 84 investigados ao longo das etapas anteriores da investigação.
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