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Mãe Bernadete teria previsto a própria morte, diz advogado

Ela sabia que seria assassinada cerca de 30 dias antes do crime

Evellyn Teixeira
Por
| Atualizada em
Mãe Bernadete foi morta no dia  17 de agosto de 2023
Mãe Bernadete foi morta no dia 17 de agosto de 2023 - Foto: Arte sobre foto de Walisson Braga / Conaq

O advogado de acusação Hédio Silva afirmou que Mãe Bernadete sabia que seria assassinada cerca de 30 dias antes do crime, ocorrido em 17 de agosto de 2023.

Segundo ele, dias antes de morrer, a líder quilombola se reuniu com a então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, para tratar das ameaças que vinha sofrendo e da elucidação do assassinato de seu filho, Flávio Gabriel, conhecido como Binho do Quilombo, morto em 2017.

Disputa por terras quilombolas

De acordo com o advogado, Mãe Bernadete relacionava as ameaças à disputa por terras quilombolas e à sua oposição a interesses do tráfico na região.

Durante a acusação, Hédio Silva também afirmou que Josevan Dionísio dos Santos atirou para matar a religiosa, citando o laudo de necropsia, que apontou 12 disparos na região da cabeça. Para o advogado, o assassinato está ligado à luta de Mãe Bernadete pela garantia da titularidade das terras para a comunidade quilombola.

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Situação dos acusados

O crime ocorreu na residência da vítima, em Salvador. Dos cinco acusados, Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos já foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, em sessões realizadas nos dias 13 e 14 de abril de 2026.

Arielson recebeu pena de 40 anos, cinco meses e 22 dias de reclusão, enquanto Marílio foi condenado a 29 anos e nove meses. Ambos tiveram o regime inicial fechado fixado. Marílio morreu dois dias após o julgamento.

O julgamento de Sérgio Ferreira de Jesus está marcado para 21 de outubro de 2026, no Fórum Ruy Barbosa. Já o processo referente a Ydney Carlos Santos de Jesus aguarda o trânsito em julgado, e ainda não há data definida para o julgamento.

A sessão mencionada ocorre no 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, sob a presidência da juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos.

Com informações do repórter Vinicius Viana do portal Massa!

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