CRIME
Menina é espancada pela mãe por olhar celular enquanto lavava louça
A suspeita passou a agredir a filha com uma sandália, causando diversos ferimentos

Por Leilane Teixeira

Uma mulher foi presa em flagrante por maus-tratos contra a própria filha, de 11 anos, na tarde de quinta-feira, 8, na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, a criança foi brutalmente agredida após interromper uma tarefa doméstica para olhar o celular.
De acordo com a denúncia, a mãe teria ordenado que a menina lavasse a louça. Durante a atividade, a criança fez uma pausa para usar o aparelho eletrônico, o que teria provocado a fúria da mulher. A suspeita passou a agredir a filha com uma sandália, causando diversos ferimentos.
Menina apresentava marcas pelo corpo
Policiais da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) foram acionados por vizinhos e conseguiram prender a mulher ainda em flagrante. Segundo o delegado-chefe Fernando Fernandes, a suspeita estava alterada no momento da abordagem.
“Ela afirmou que bateu na criança e disse que bateria novamente”, relatou o delegado.
A vítima apresentava marcas visíveis de agressão, principalmente nas costas e nas pernas. A menina foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames confirmaram os maus-tratos.
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Histórico de violência dentro de casa
A mulher também é mãe de um menino de 5 anos e de um bebê de 8 meses. Conforme a investigação, as agressões contra a filha mais velha não teriam sido um episódio isolado.
“Os gritos das crianças eram frequentes e chamaram a atenção dos vizinhos. Elas gritavam por socorro e pediam para que a mãe parasse de bater”, contou o delegado.
Há relatos, ainda sob apuração, de que a mulher teria quebrado uma vassoura nas costas da filha de 11 anos. A Polícia Civil investiga se os outros dois filhos também foram vítimas de maus-tratos. Uma vizinha que tentou intervir chegou a ser ameaçada pela suspeita.
Pai assume guarda das crianças
A mulher não possui antecedentes criminais e vai responder por maus-tratos, crime cuja pena pode chegar a seis anos de prisão. O pai das crianças, que trabalhava no momento das agressões, assumiu a responsabilidade pelos filhos e lamentou o ocorrido.
A suspeita permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. Caso seja colocada em liberdade, poderá ser submetida a medidas de ressocialização, conforme avaliação judicial.
“Infelizmente, ainda é comum a ideia equivocada de que pais podem corrigir filhos com violência. Isso é crime e fere a legislação”, ressaltou o delegado.
Conselho Tutelar acompanha o caso
O Conselho Tutelar do Sol Nascente foi acionado e ficará responsável por acompanhar a situação das crianças, adotando medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Henry Borel.
A Polícia Civil reforça a importância das denúncias. Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser informados pelo telefone 197, com garantia de sigilo e anonimato.
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