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MONSTRO

Homem obriga mulher a fazer sexo com estranhos por mais de 30 anos

Condenado fotografou e filmou mais de 100 abusos

Gustavo Nascimento
Por
Rodney Johnston foi condenado à prisão perpétua
Rodney Johnston foi condenado à prisão perpétua - Foto: Polícia de Norfolk

Rodney Johnston, um inglês de 67 anos, foi condenado à prisão perpétua, nesta sexta-feira, 9, por forçar uma mulher a manter relações sexuais com mais de 100 homens desconhecidos ao longo de 30 anos. O julgamento durou oito semanas e foi encerrado em setembro.

O Tribunal da Coroa de Norwich, cidade localizada no leste da Inglaterra, também acusou o homem de estupro, mas o júri não teve decisão unânime e a denúncia foi arquivada.

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Confira as acusações em que ele foi condenado

  • três acusações de aliciamento para relações sexuais mediante ameaças ou intimidação;
  • duas acusações de indução à prática de atividade sexual sem consentimento;
  • e uma acusação de intimidação de testemunha.

A juíza Alice Robinson, que proferiu a sentença, afirmou que era “difícil compreender o quão terrível foi o crime”, destacando a existência de diversos fatores agravantes, como a recusa do réu em assumir responsabilidade. Para a magistrada, o acusado continuará representando risco para a vítima por toda a vida.

Detalhes do crime

Assim como consta na condenação, entre 1994 e 2024, Johnston obrigou a mulher a manter relações com mais de 100 homens desconhecidos, segundo estimativas da polícia, enquanto ele fotografava e filmava os abusos. Durante a investigação, foram apreendidos cerca de 30 mil vídeos e imagens que evidenciaram os crimes.

Os encontros ocorriam em bosques isolados, carros e quartos de hotel previamente reservados. Em caso de recusa, ela era ameaçada ou punida.

Em declaração à Justiça, a vítima afirmou que obedecer era mais fácil do que enfrentar as consequências de desafiá-lo. “Eu não tinha voz, não tinha escolha”, disse.

Ela ainda relatou sentir-se “suja, usada, degradada, humilhada e aterrorizada”, descrevendo o agressor como “um monstro”.

Após o julgamento, a vítima - que tem direito legal ao anonimato - afirmou que estava “livre” pela primeira vez em décadas.

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Tags

abuso psicológico crime sexual direitos das mulheres estupro justiça violência de gênero

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