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EUNÁPOLIS

"Não podemos permitir situações de barbárie e terror", diz secretário sobre decapitação de mulher

Corpo de Eduarda Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi encontrado no meio da rua em Eunápolis

Bernardo Rego e Victoria Isabel

Por Bernardo Rego e Victoria Isabel

04/09/2025 - 8:13 h | Atualizada em 04/09/2025 - 8:56

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Marcelo Werner
Marcelo Werner -

Após o corpo de uma mulher decapitada ser encontrado em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, o secretário de Segurança Pública do estado, Marcelo Werner, afirmou que o enfrentamento às facções criminosas continuará sendo prioridade. Em entrevista ao portal A TARDE, ele destacou a necessidade de operações integradas e de legislações mais rígidas para combater crimes violentos.

A vítima, identificada como Eduarda Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi encontrada morta na Rua São Lourenço, no bairro Santa Lúcia, em Eunápolis, na tarde de terça-feira, 2. Seu corpo estava ao lado de um bilhete, supostamente deixado pelos criminosos que cometeram o crime.

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Em imagens que circulam na internet e que o Portal A TARDE teve acesso, é possível ver o conteúdo da carta, que dá a entender que a morte foi uma ação do "tribunal do crime" após uma suposta "traição" da vítima.

Enfrentamento

Werner ressaltou que a região tem recebido diversas ações conjuntas entre as polícias Militar, Civil e Federal, todas direcionadas pela inteligência. "Nós não vamos cessar essas ações, vamos continuar trabalhando. Não podemos permitir que ações de barbáries e terror como essa se perpetuem ou passe impunes. Por isso, temos tido maior trabalho e dedicação do nosso maior patrimônio, os homens e mulheres policiais, para fazer o combate e acima de tudo estar do lado da população, que é essa que é a nossa função principal, protegê-los".

Segundo o secretário, o principal desafio é a guerra entre facções, que impacta diretamente as comunidades. Ele explicou que os grupos locais estão associados a grandes organizações criminosas do Sudeste, adotando práticas violentas e de intimidação. “As facções já não têm mais uma localidade específica, elas se conectam a outras, trazendo modos operandi de terror que precisamos enfrentar”, disse.

Medidas

Entre as medidas adotadas, Werner destacou a prisão de lideranças, apreensão de armas, desarticulação de laboratórios de drogas, retirada de barricadas e sistemas de monitoramento instalados ilegalmente pelas facções. Além disso, ele apontou a importância de bloquear o financiamento patrimonial dessas organizações.

O secretário também defendeu mudanças legislativas em nível nacional. “Temos provocado muito o Congresso para que possamos ter leis mais duras contra facções e crimes violentos”, ressaltou.

Werner afirmou ainda que o trabalho vem sendo fortalecido em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia, mas reforçou que o desafio é de todo o país. “Esse não é um problema apenas da Bahia, é um problema nacional. Por isso precisamos avançar cada vez mais para reduzir os índices criminais e proteger a população”, concluiu.

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Tags:

Facções criminosas Marcelo Werner Polícia Civil polícia militar

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