POLÍCIA
“Não procede”, diz comandante da PM sobre acusação inicial de estupro durante o Carnaval
Caso envolve uma mulher argentina e pelo menos quatro policiais militares

O comandante da Polícia Militar da Bahia, Coronel Magalhães, apontou inconsistências na denúncia de suposto estupro envolvendo policiais militares durante o Carnaval de Salvador, indicando que a acusação inicial “não procede”. Segundo o oficial, a versão apresentada inicialmente sobre o crime, que teria ocorrido dentro de um banheiro químico, gera dúvidas e está sendo apurada com rigor pela corporação.
"A denúncia de que teria havido um estupro, dentro de um posto policial, no banheiro químico, por três policiais. Quatro pessoas dentro do banheiro químico, já deixa certa dúvida dessa denúncia. Mas, como toda e qualquer denúncia, tomamos providência imediata, envolvendo a nossa corregedoria", disse o Coronel em entrevista a Rádio Sociedade da Bahia, destacando que todas as denúncias são investigadas com atenção.
Ele acrescentou que, devido à investigação estar em segredo de justiça por envolver pessoa vulnerável, detalhes adicionais não podem ser divulgados neste momento. "Não podemos dar maiores dados hoje porque [a investigação] ainda está em segredo de justiça, por envolver as minorias e pessoa vulnerável. Mas posso dizer que aquela acusação inicial não procede e estamos trabalhando de cima disso para chegarmos efetivamente ao que aconteceu."
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O comandante reafirmou ainda o compromisso da corporação com a apuração célere e rigorosa de qualquer ato de violência contra mulheres: "Mesmo assim, nós temos a certeza de que se por um acaso aconteceu algo por ali, vamos chegar efetivamente [aos culpados] porque nós estamos investigando de forma célere e não admitimos, em hipótese alguma, violência contra mulher."
Contexto do caso
O suposto crime teria ocorrido na quinta-feira, 12, primeiro dia oficial do Carnaval, no circuito Dodô (Barra-Ondina), em Salvador. A vítima é uma mulher argentina que reside no Brasil e registrou o caso na delegacia de Vila de Abrantes, onde mora.
Pelo menos 12 policiais militares foram ouvidos no decorrer das investigações, e quatro deles estariam diretamente ligados ao episódio. Todos negaram envolvimento. A Secretaria de Segurança Pública informou que os policiais suspeitos foram identificados por meio de imagens de câmeras de segurança, e laudos periciais, incluindo exames da vítima, são aguardados para dar prosseguimento ao inquérito.
Posicionamento da Polícia Técnica
A Polícia Técnica (DPT) informou que foram realizados exames laboratoriais no material coletado, perícias de lesões corporais, análise de imagens de câmeras de segurança e inspeção no local indicado. Até o momento, os laudos não apontam indícios de violência física. Entretanto, o DPT ressalta que os resultados das perícias não descartam, por si só, a possibilidade de crime. As investigações seguem em andamento, e novos esclarecimentos só serão divulgados após a conclusão do inquérito.
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