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OPERAÇÃO MUTE

Operação mira comunicação em presídio da Bahia para frear atuação de facções

Ação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo Federal

Victoria Isabel
Por
Conjunto Penal de Jequié
Conjunto Penal de Jequié - Foto: Wilton Diniz

O Conjunto Penal de Jequié, no sudoeste da Bahia, recebeu nesta quinta-feira, 21, a 11ª fase da Operação Mute, que reforça o combate às comunicações ilícitas e à atuação de facções criminosas dentro do sistema prisional baiano.

A operação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com as polícias penais estaduais.

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A iniciativa ocorre simultaneamente em 15 estados brasileiros e prioriza unidades prisionais com atuação identificada de organizações criminosas, com base em critérios de inteligência e estratégias de segurança pública.

Na Bahia, a ação é executada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). A operação teve início no estado na última terça-feira, 19, no Conjunto Penal de Paulo Afonso, e agora segue para Jequié, onde as atividades começaram por volta das 6h.

Imagem ilustrativa da imagem Operação mira comunicação em presídio da Bahia para frear atuação de facções
Foto: Wilton Diniz

Tecnologias e equipamentos especializados

Segundo a Seap, o objetivo é impedir a comunicação entre internos ligados a facções criminosas e integrantes dos grupos fora dos presídios. Para isso, as equipes utilizam tecnologias e equipamentos especializados, como:

  • bloqueadores de sinal;
  • scanners corporais;
  • aparelhos de raio-X;
  • drones;
  • sistemas eletrônicos de fiscalização;
  • georradar.

Brasil Contra o Crime Organizado

A Operação Mute integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo Federal na última semana, que prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões para fortalecer ações de segurança pública em todo o país.

Imagem ilustrativa da imagem Operação mira comunicação em presídio da Bahia para frear atuação de facções
Foto: Wilton Diniz

Na prática, a operação busca localizar e apreender celulares e outros materiais ilícitos dentro das unidades prisionais. De acordo com o Ministério da Justiça, interromper a comunicação clandestina impacta diretamente a atuação de organizações criminosas fora dos presídios e contribui para a redução da criminalidade.

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Desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram retirados 7.966 celulares de unidades prisionais em todo o Brasil. Mais de 38 mil policiais penais participaram das ações, que já realizaram revistas em cerca de 37 mil celas.

Além das fases nacionais, o Ministério da Justiça também iniciou operações estaduais da Mute em parceria com os governos estaduais. Na Bahia, a primeira fase estadual ocorreu em abril, na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, com atuação conjunta de policiais penais estaduais e federais.

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Conjunto Penal de Jequié Facções criminosas sistema prisional

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