DESAPARECEU
Pastor foge após ser condenado por dopar e dar golpe no irmão
Suspeito teria deixado idoso em situação de extrema magreza e negligenciado cuidados básicos de higiene e saúde

Resumo do caso do pastor desaparecido
- Pastor foi condenado por dopar o irmão idoso sob seus cuidados, levando a uma extrema magreza e negligência em sua saúde.
- A tutela do irmão foi adquirida em 2018, e o idoso, com várias doenças, recebia um salário de R$ 7 mil.
- Família desconfiou da situação após percebem magreza extrema e feridas, e ao visitá-lo, encontraram-no em estado grave.
- O pastor contraiu dívidas de R$ 160 mil no nome do irmão, utilizando empréstimos consignados que se estenderiam até 2030.
- Condenado a três anos e 11 meses inicialmente, a pena foi reduzida e ele desapareceu após a condenação definitiva.
Um pastor está desaparecido após ser condenado pela Justiça do Distrito Federal por dopar o próprio irmão idoso que estava sob seus cuidados. Carlos Mendes de Carvalho teria deixado a vítima em estado de extrema magreza e contraído dívidas no nome dele.
O religioso adquiriu a tutela do irmão em 2018, porque o homem tinha várias doenças e sequelas mentais, perdendo capacidade de consciência e motora. A vítima recebe um salário de aproximadamente R$ 7 mil.
A desconfiança dos familiares começou quando o idoso passou a apresentar magreza extrema, pesando apenas 42 quilos, e ter feridas pelo corpo.
Além disso, os parentes afirmam que tentaram visitá-lo diversas vezes, mas teriam sido impedidos. Após diversas negativas, em 2021, os parentes apareceram de surpresa e encontraram o idoso deitado na cama babando muito, sem conseguir andar, nem falar.
De acordo com os relatos, o idoso passava longos períodos com fraldas sujas e tinha cuidados básicos de higiene negligenciados. O pastor também é suspeito de dopar o irmão com altas doses de calmantes.
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Também foi descoberto que Carlos realizou empréstimos consignados em bancos e financeiras usando o nome do irmão. As dívidas somam R$ 160 mil, com pagamentos previstos até 2030.
Diante dos fatos, os familiares retomaram a tutela da vítima e registraram a ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Condenação do pastor
Com as provas, o pastor foi condenado em primeira instância a três anos e 11 meses de reclusão em regime semiaberto. A decisão também determinou que ele devolva parte do dinheiro obtido e pague e cerca de R$ 90 mil à vítima.
Após recurso, em julgamento realizado em 19 de março de 2024, a pena foi reduzida para um ano e 11 meses em regime aberto. No entanto, desde a condenação, o pastor não foi mais localizado.
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