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FALHA JUDICIAL

Pintor é preso por engano após ter identidade usada por outro homem

Trabalhador ficou 18 dias preso em cidade do interior da Bahia

Andrêzza Moura
Por
Trabalhador foi solto no dia 3 de novembro
Trabalhador foi solto no dia 3 de novembro -

O pintor Fernando Silva Santos, de 49 anos, passou 18 dias preso injustamente em Feira de Santana após ser confundido com outro homem que utilizou seu nome em um crime ocorrido em 2015, em Salvador. A confusão, que se arrastou por anos, só foi corrigida após perícia confirmar a identidade do verdadeiro culpado.

Em outubro deste ano, Fernando foi surpreendido enquanto trabalhava em um hotel na Avenida Maria Quitéria, cidade que fica cerca de 115 km de Salvador. Câmeras de reconhecimento facial o reconheceram como foragido e os policiais cumpriram o mandado de prisão que foi emitido, há quatro anos, em seu nome, mas que, na realidade, deveria ter sido expedido em nome de Raimundo Barros dos Santos.

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De acordo com o advogado de Fernando, Eleonardo Alves, Raimundo se apresentou como Fernando durante sua detenção em 2015 por furto qualificado. Alegando não ter documentos e ser analfabeto, Raimundo assinou os papéis de forma precária, fazendo com que o processo continuasse erroneamente como se Fernando fosse o verdadeiro réu. As informações são do G1.

Após a prisão de 2015, Raimundo obteve liberdade provisória, mas o processo seguiu tramitando com o nome de Fernando, que acabou sendo considerado foragido. Em 2019, foi emitido um mandado de prisão preventiva, cumprido somente em 2025.

“Cheguei no hotel e me deram voz de prisão. Não me deixaram falar nada. Me levaram para a delegacia do Sobradinho. Lá, o policial me chamou de bandido, ladrão. Eu disse que não era ladrão, que sou pai de família. Mostrei minha mão suja de tinta”, disse Fernando em entrevista à TV Subaé.

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Após ser preso, o caso de Fernando passou por revisão detalhada. O laudo pericial do Instituto de Identificação Pedro Mello, produzido em 2015, deixou claro que o homem detido em Salvador não era ele, mas sim Raimundo Barros dos Santos. Reconhecendo o engano, a Justiça da 15ª Vara Criminal de Salvador determinou sua soltura, que ocorreu apenas no dia 3 de novembro, no Complexo do Sobradinho, corrigindo um erro que se arrastava há anos.

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