POLÍCIA
PM suspeito de balear entregador em Salvador é preso oito dias após o crime
Prisão preventiva foi determinada pela Justiça e cumprida pela Corregedoria da Polícia Militar


O soldado da Polícia Militar Rodrigo Wanderley Ramos Bonfim, suspeito de atirar em um entregador durante uma discussão de trânsito em Salvador, foi preso preventivamente nesta quarta-feira, 2. A ordem judicial foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Militar, oito dias após o trabalhador ser atingido por um disparo.
O caso aconteceu em 24 de agosto, na Avenida São Rafael, próximo às estações de metrô e ônibus de Pituaçu, na Avenida Paralela. O entregador, de 27 anos, foi baleado na perna depois de uma discussão provocada por uma batida entre veículos.
Segundo a Polícia Militar da Bahia, desde que tomou conhecimento da ocorrência, a corporação adotou as medidas administrativas e disciplinares necessárias para apurar os fatos. Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado.
Após o cumprimento da prisão preventiva, a Corregedoria realiza os procedimentos legais relacionados à ordem judicial. Concluídas essas providências, Rodrigo Wanderley Ramos Bonfim será levado para o Centro de Custódia Provisória e Acompanhamento (CCPA), no Batalhão de Polícia de Choque, onde permanecerá custodiado e à disposição da Justiça.
Entregador segue internado
O trabalhador continua internado no Hospital Geral do Estado (HGE). De acordo com informações repassadas pela família, o estado de saúde dele apresenta melhora.
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Os médicos ainda devem avaliar a necessidade de uma segunda cirurgia. O entregador já passou por um procedimento após ser atingido pelo disparo.
Entenda o caso
A discussão começou depois de uma colisão entre o carro do entregador e outro veículo. O automóvel usado pelo suspeito era descaracterizado, mas tinha uma sirene normalmente utilizada em veículos oficiais.
Após a batida, o outro motorista desceu do carro alterado. Com receio da situação, o entregador começou a gravar o que acontecia com o celular.
As imagens mostram o homem, que portava um distintivo, abrindo a porta do carro do trabalhador e retirando o aparelho das mãos dele. O momento em que o disparo foi efetuado não foi registrado.
Segundo a vítima, o tiro aconteceu logo depois que o suspeito pegou o celular.
A família registrou a ocorrência na 10ª Delegacia Territorial (DT/Pau da Lima). Na época, os familiares disseram que pretendiam registrar o caso como tentativa de homicídio, mas receberam orientação para que a ocorrência fosse registrada como lesão corporal.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que mantém o compromisso com a ética, a legalidade e a transparência e que os fatos serão apurados de forma técnica e imparcial, com respeito ao devido processo legal e adoção das medidas cabíveis.


