POLÍCIA
Professor é preso por abusar alunos sexualmente por notas mais altas
Professor oferecia um aumento na nota dos alunos em troca de fotos dos alunos

Um professor de 46 anos de idade foi preso na última quinta-feira, 8, por cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes em troca de notas maiores em escolas públicas no Espírito Santo.
Após a prisão, a Polícia Civil (PC) constatou que o homem tinha dois mandados de prisão abertos e estava foragido há quase um ano.
De acordo com a PC, o homem se aproveitava da condição de professor para aliciar, assediar e abusar de alunos entre 10 a 16 anos de idade no Espírito Santo.
A divulgação do caso pela Polícia Civil foi feita nesta segunda-feira, 12. Os crimes aconteceram entre os anos de 2023 e 2024, a prisão do professor aconteceu no dia 8 de janeiro de 2026.
A identidade do professor, os bairros e a escolas onde os crimes aconteceram não foram divulgadas pela polícia para preservar as vítimas, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Ao longo de 2023, ele teria abordado alguns alunos, especialmente meninos que tinham alguma dificuldade com notas. Fazia isso de forma pessoal, nos intervalos das aulas e nos recreios”, explicou o delegado Glalber Queiroz, adjunto da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
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Fotos íntimas em troca de nota
O delegado ainda explicou que o professor oferecia um aumento na nota dos alunos em troca de fotos mostrando seus órgãos genitais. Após parar de ministrar suas aulas, ele passou a abordar as vítimas nas redes sociais.
“Ele passou a oferecer dinheiro, tanto que, ao longo das investigações, nós verificamos a existência de diversos depósitos feitos entre o suspeito e as vítimas", completou Queiroz.

Outros crimes
Durante a operação de busca e apreensão feita na casa do professor, a polícia encontrou vários materiais contendo provas de abusos sexuais online.
“Ele era um frequentador assíduo de site de pedofilia. Tem crianças sendo abusadas, tem adolescentes em relação sexual entre adolescentes e além disso foi possível identificar também vítimas, inclusive as vítimas reais que tinham ido na DPCA denunciar que foram assediadas, importunadas e estupradas por ele. Tinha fotos íntimas delas”, disse a delegada Thais Cruz.
Investigações seguem acontecendo
Não há informações que apontem a quanto tempo o investigado atua como professor, porém, no material apreendido há registros que indicam que o mesmo teria feito mais vítimas em outras escolas que passou.
A Polícia Civil pede que possíveis vítimas do professor entrem em contato para ampliar as investigações.
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