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BOTÃO LILÁS

Salvador amplia canal de denúncia de violência contra mulher no BRT

Ferramenta permite que usuárias do sistema de transporte possam pedir ajuda caso estejam em perigo

Luiza Nascimento
Por
Mulheres em estação do BRT
Mulheres em estação do BRT - Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Salvador ampliou o canal de denúncia de violência contra mulher no BRT, através do Botão Lilás, que pode ser acessado por meio de 26 totens instalados nas estações. A ferramenta permite que usuárias do sistema de transporte possam pedir ajuda caso estejam em situação de perigo ou sejam vítimas de algum tipo de violência durante o deslocamento.

A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).

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“O Botão Lilás é uma ferramenta desenvolvida pela Prefeitura de Salvador para aproximar as mulheres da informação e dos caminhos para buscar ajuda em situações de violência. A gente quer que elas tenham esse recurso na palma da mão, de forma simples e acessível, e que saibam que não estão sozinhas”, destacou a secretária da SPMJ, Fernanda Lordelo.

Como funciona o Botão Lilás?

Nos totens, estão disponíveis QR Codes que podem ser lidos pela câmera do celular. Após a leitura, a pessoa é direcionada para o WhatsApp do serviço, pelo número (71) 98791-3420, no qual pode acionar o Botão Lilás.

O acesso é feito de forma autônoma, sem a necessidade de intermediação de funcionários da Socicam, empresa responsável pela administração das estações, ou de outros profissionais que atuam no local.

Durante o atendimento, também é possível compartilhar a localização da ocorrência, facilitando a identificação do local e o deslocamento das equipes quando houver necessidade de intervenção.

Caso a mulher tenha alguma dificuldade para acessar ou utilizar a ferramenta, os profissionais que trabalham nas estações foram capacitados para prestar suporte e orientar sobre o funcionamento do serviço.

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Durante o acionamento, o sistema pergunta se há necessidade do envio imediato de uma equipe. Em caso positivo, a ocorrência é direcionada à Central de Operações da Guarda Civil Municipal (GCM), e o atendimento automatizado dá lugar ao contato com um profissional capacitado, que passa a coletar informações sobre a situação e a localização da ocorrência.

A partir das informações fornecidas, a GCM identifica a viatura mais próxima e pode deslocar uma equipe para prestar atendimento. Os dados sobre a ocorrência também são repassados ao comandante da guarnição, permitindo que os agentes cheguem ao local com informações prévias sobre a situação relatada.

Caso o agressor seja localizado, ele pode ser encaminhado a uma delegacia para o registro da ocorrência e a adoção das medidas cabíveis pela Polícia Civil. Em Salvador, os casos podem ser apresentados às unidades especializadas, como a instalada na Casa da Mulher Brasileira e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas e Periperi.

Terceiros também podem realizar denúncia de violência contra mulher

O canal não é restrito às vítimas, portanto, terceiros que presenciarem uma situação de agressão ou risco também podem comunicar a ocorrência e solicitar atendimento.

“Hoje, quando uma mulher aciona o nosso Botão Lilás, que funciona pelo WhatsApp da Prefeitura, ela inicialmente é atendida por um chatbot. Por meio dele, pode consultar a carta de serviços ou pedir ajuda. E não precisa ser necessariamente a própria vítima: qualquer pessoa que esteja presenciando uma situação de violência, seja homem ou mulher, pode informar o que está acontecendo e solicitar uma viatura”, explicou a coordenadora da Patrulha Guardiã Maria da Penha, Géssica Reis.

Embora o acionamento do Botão Lilás possa ser feito diretamente pela própria mulher, sem a necessidade de procurar um funcionário da estação, as equipes que atuam no BRT foram capacitadas para prestar suporte caso alguma usuária tenha dúvidas ou precise de auxílio para acessar a ferramenta.

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