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LAVAGEM DE DINHEIRO

STJ julga nesta terça pedido de liberdade de Deolane Bezerra

Influenciadora e advogada é suspeita de ligação com o PCC

Victoria Isabel
Por
Deolane Bezerra
Deolane Bezerra - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga nesta terça-feira, 9, um recurso apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde 21 de maio durante a Operação Vérnix.

Deolane é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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No recurso, os advogados pedem a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por prisão domiciliar. A defesa sustenta que não há risco à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal e argumenta que as provas já estão sob controle das autoridades.

Os advogados também afirmam que Deolane é a única responsável pelos cuidados do filho de 9 anos e defendem a adoção de medidas cautelares alternativas, como entrega do passaporte, proibição de deixar a cidade e restrição de contato com outros investigados.

A prisão já havia sido mantida pela Presidência do STJ, que entendeu que o habeas corpus não poderia ser analisado antes da conclusão do julgamento do caso pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa, então, recorreu da decisão, levando o pedido para análise da Quinta Turma.

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Segundo a investigação, entre 2018 e 2022, Deolane movimentou cerca de R$ 13,6 milhões em contas pessoais, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três empresas ligadas a ela. A polícia aponta indícios de empresas de fachada utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita.

A defesa nega qualquer ligação da influenciadora com o crime organizado e afirma que todo o patrimônio e movimentações financeiras possuem origem lícita e foram devidamente declarados.

Além de Deolane, outras seis pessoas foram indiciadas após a conclusão do inquérito. A Polícia Civil também solicitou à Justiça o bloqueio de bens, o sequestro de veículos e a custódia de joias e relógios apreendidos durante a operação.

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Deolane Bezerra Polícia Civil stj

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