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BAHIA

Suspeito de esquarterjar jovem em Eunápolis morre em confronto

Ana Luiza Lima Brito, de 22 anos foi esquartejada por suspeita de levar namorado para emboscada

Leilane Teixeira

Por Leilane Teixeira

14/01/2026 - 23:05 h
Imagem ilustrativa da imagem Suspeito de esquarterjar jovem em Eunápolis morre em confronto
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Um homem apontado pela polícia como integrante de uma facção criminosa e suspeito de participação direta no assassinato e esquartejamento da jovem Ana Luiza Lima Brito, de 22 anos, morreu durante um confronto com forças de segurança na noite desta terça-feira, em Eunápolis, no extremo sul da Bahia.

De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito foi identificado como Pedro Henrique Santos Fernandes, conhecido pelo apelido de “Madroga”. Ele foi localizado durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, baseada em informações de inteligência que indicavam a atuação de criminosos armados no bairro Moisés Reis.

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Durante a ação, houve troca de tiros entre policiais e integrantes do grupo criminoso. Pedro Henrique foi baleado, socorrido ao Hospital Regional de Eunápolis, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foram apreendidas armas e drogas.

Crime que chocou a cidade

A morte do suspeito está relacionada às investigações do assassinato de Ana Luiza, ocorrido no final de junho de 2025. O corpo da jovem foi encontrado no dia 25 daquele mês, às margens de uma estrada de terra no bairro Delta Park, com sinais de extrema violência. A vítima foi esquartejada, e partes do corpo estavam separadas. Uma das mãos foi encontrada dentro de uma bolsa.

Segundo a polícia, também foi localizado um bilhete junto ao corpo, cujo conteúdo não foi divulgado por fazer parte do inquérito. Imagens do crime circularam nas redes sociais e causaram forte comoção e revolta entre moradores da cidade.

Investigação aponta “tribunal do crime”

As investigações indicam que Ana Luiza teria sido executada por integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção criminosa aliada ao Comando Vermelho (CV). A principal linha de apuração é de que a jovem foi acusada de repassar informações sobre o paradeiro de Matheus Rodrigues de Souza, de 24 anos, a membros de uma facção rival, o Bonde do Maluco (BDM).

Matheus foi morto a tiros dois dias antes do assassinato de Ana Luiza, em um bar da cidade. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime contra a jovem tenha sido um chamado “tribunal do crime”, prática comum entre facções para punições internas.

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Relato da mãe

Na época, mãe da vítima, Liliane Lima, relatou que a filha recebeu uma mensagem pedindo que fosse até um imóvel onde Matheus teria deixado pertences. Apesar dos alertas da família, Ana Luiza decidiu ir ao local e, desde então, não manteve mais contato.

Segundo Liliane, o celular da filha chegou a ligar e desligar repetidamente. Horas depois, ela recebeu uma ligação anônima informando que Ana Luiza havia sido levada. Na manhã seguinte, após registrar o desaparecimento, veio a confirmação de que o corpo encontrado era o da filha.

Histórico criminal do suspeito

De acordo com a Polícia Civil, Pedro Henrique, o “Madroga”, possuía extensa ficha criminal, com envolvimento em tráfico de drogas, homicídios e tortura. As investigações apontam que ele participava ativamente de ações violentas da facção, havendo inclusive registros audiovisuais da atuação criminosa do suspeito.

A polícia informou ainda que outros dois suspeitos diretamente envolvidos no assassinato de Ana Luiza já haviam morrido em operações policiais anteriores. Gabriel Lima da Silva, conhecido como “Cobrinha”, e Alisson Teixeira de Souza foram mortos durante a Operação Vértice, deflagrada em julho de 2025, em Porto Seguro.

Operação policial

Segundo a ocorrência policial, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram até a Rua Lua Nova após levantamento indicar que cerca de sete homens armados, incluindo suspeitos com fuzis, estariam impondo domínio territorial e comercializando drogas na região.

Por volta das 22h30, os policiais foram recebidos a tiros, dando início a um confronto que se estendeu até uma área de mata. Após cessarem os disparos, Pedro Henrique foi localizado ferido, portando um revólver calibre .38 e entorpecentes. Um segundo revólver, calibre .32, também foi apreendido.

Materiais apreendidos

  • Dois revólveres
  • Um simulacro de pistola
  • Aparelhos celulares
  • Porções de maconha
  • Pinos de cocaína

As investigações continuam para identificar e localizar outros integrantes do grupo criminoso e esclarecer todos os detalhes relacionados ao assassinato de Ana Luiza.

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Tags:

crime organizado eunápolis Extremo Sul da Bahia Polícia violência

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