POLÍCIA
Suspeitos de matar torcedor antes do BaVi têm prisão preventiva decretada
Sétimo investigado também teve prisão preventiva decretada após ser flagrado com explosivo


Sete pessoas tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas pela Justiça após os episódios de violência registrados antes do Ba-Vi, no domingo, 23, em Salvador. As decisões foram tomadas nesta terça-feira, 25, pela 1ª Vara das Garantias da Capital, durante as audiências de custódia, após manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MPBA).
Seis dos presos são investigados pela morte do torcedor José Alexandre Souza Borges e pelas agressões ocorridas na Avenida 29 de Março, na região de Cajazeiras VIII. São eles: Marcus Vinicius Costa Magalhães, Sérgio Gabriel Reis dos Santos, Tiago Franco Barbosa Lima Silva, Caique Santos Chaves, Neithan Oliveira dos Santos e Guilherme Maia da Luz.

De acordo com os elementos apresentados na investigação, dezenas de integrantes da Torcida Uniformizada Imbatíveis (TUI) teriam participado da ação. Os suspeitos teriam usado veículos para interceptar torcedores rivais e provocado a queda de motocicletas. Na sequência, as vítimas teriam sido cercadas e atacadas com facas, barras de ferro, pedaços de madeira, socos-ingleses, pedras e artefatos explosivos improvisados.
Entre os seis presos, um dos investigados teria sido reconhecido por vítimas como participante direto das agressões. Ele também foi apontado como ocupante de um dos veículos usados na ação. Ainda segundo a decisão judicial, foram encontradas com ele roupas com vestígios de sangue e um soco-inglês.
Outros três suspeitos foram encontrados entre 15 e 30 minutos depois do episódio, a aproximadamente 300 metros do local. Eles estavam junto a outros integrantes da torcida organizada e apresentavam manchas aparentes de sangue em roupas, calçados ou no próprio corpo. A circunstância foi considerada relevante para o andamento das investigações.
Leia Também:
Na decisão, a Justiça destacou a violência empregada durante o ataque. José Alexandre sofreu múltiplas perfurações provocadas por arma branca, enquanto as outras vítimas precisaram fugir para áreas de mata e barrancos para escapar das agressões.
O Judiciário também considerou que os indícios reunidos até o momento apontam para uma ação organizada, com participação de um grupo numeroso e utilização de diferentes objetos capazes de causar ferimentos. Para a Justiça, a gravidade dos fatos justificou a manutenção da prisão cautelar.
Sétimo preso
Em outro processo relacionado à violência entre torcidas antes do clássico, um sétimo investigado também teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
Ele foi abordado por policiais militares na Avenida Afrânio Peixoto, no bairro do Lobato, enquanto estava em um veículo ocupado por integrantes da torcida organizada “Os Imbatíveis”.
Durante a abordagem, os policiais encontraram um artefato explosivo artesanal, rojões, socos-ingleses, canivetes, barras de ferro, tinta spray, cordas, faixas e outros materiais relacionados à torcida organizada.
Segundo consta na decisão, o próprio investigado afirmou durante o interrogatório que levava barras de ferro para um possível confronto com integrantes de uma torcida rival.
O MPBA defendeu a prisão preventiva diante do material apreendido, especialmente do explosivo artesanal e dos demais objetos que poderiam ser empregados em confrontos. Para o Ministério Público, havia risco concreto à ordem pública.
A Justiça acompanhou o entendimento e apontou a periculosidade da conduta, o cenário de rivalidade entre as torcidas organizadas e a necessidade de impedir novos episódios de violência.


