KISS & FLY
Acordo político pode viabilizar votação do 'Kiss & Fly' e incluir proibição de taxas em hospitais
Vereadores articulam um alinhamento para que a matéria seja apreciada na próxima terça


As discussões visando um acordo para a votação do Projeto de Lei que proíbe as cobranças nas áreas de embarque e desembarque em Salvador, o chamado Kiss & Fly, podem avançar nesta semana. De acordo com informações obtidas pelo portal A TARDE, vereadores da base governista e da oposição articulam um alinhamento para que a matéria seja apreciada na próxima terça-feira, 26.
Inicialmente, havia a expectativa de que a proposta fosse votada ainda nesta semana, mas, conforme fontes da reportagem, as bancadas ligadas ao prefeito Bruno Reis (União) e a minoria da Casa ainda não chegaram a um consenso.
O PL é de autoria do presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB). A proposta chegou ao Legislativo da capital baiana no final de abril, em meio aos debates sobre a implementação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador, que prevê a cobrança de tarifa após dez minutos de tolerância no meio-fio.

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Cobranças nos hospitais geram impasse
Uma fonte de A TARDE envolvida nas negociações informou que houve uma reunião nesta terça-feira, 19, para tratar do projeto de Muniz. À reportagem, ela confidenciou que a oposição tenta apensar, ou seja, tramitar em conjunto, um outro projeto que proíbe cobranças em estacionamentos de hospitais.
Trata-se do PL nº 490/2025, de autoria do líder da oposição, vereador Randerson Leal (Podemos). O texto veta especificamente a instalação de cancelas e a cobrança de tarifas de estacionamento em áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência em unidades de saúde públicas e privadas da capital.
A ideia defendida pela oposição nas reuniões de líderes é que o projeto de Randerson seja pautado na mesma sessão em que será votada a proibição do Kiss & Fly. No entanto, os vereadores da base do prefeito têm rejeitado a votação unificada dos dois temas.
Kiss & Fly gera críticas de vereadores
O portal TARDE foi à CMS para ouvir as opiniões dos vereadores sobre a implementação do Kiss & Fly no Aeroporto. Consultados, os edis criticaram a medida e chegaram a classificar como uma “privatização do meio-fio”.
A reportagem entrevistou Randerson Leal, que classificou como “absurda” as cobranças para a busca de passageiros no Aeroporto de Salvador. O vereador também afirmou que as cancelas não poderiam ser instaladas sem autorização do poder público, visto que o espaço se trata de uma concessão federal.
“Olha, primeiro é um absurdo o que tem acontecido ali no Aeroporto de Salvador.[...] Temos vários projetos aqui para acabar de uma vez por todas com as taxas de shopping, em hospitais e esse absurdo que é dentro do Aeroporto de Salvador. Então, é uma concessão federal, a empresa está apenas administrando, não é deles. Poderia jamais fazer qualquer tipo de construção sem antes de autorização do poder público", afirmou Randerson.
Um absurdo, é lamentável e a Câmara vai dar resposta sim
Randerson - líder da oposição
O líder da base do prefeito Bruno Reis (União), vereador Kiki Bispo (União), defendeu o diálogo antes da apreciação da proposta no plenário. Contudo, ao A TARDE, ele afirmou que as cobranças com tolerância de apenas 10 minutos “não são a melhor medida”.
“O aeroporto hoje é diferente de um período atrás, foi ampliado, foi reformado e naturalmente você tem um número maior de veículos que circulam no local, acaba meio que congestionando de fato, mas talvez a melhor medida não seja a cobrança nas cancelas da entrada do aeroporto”, avaliou Kiki.
Tem um projeto tramitando na Câmara e tem que ser legítimo e competente da cidade resolver sobre essa questão
Kiki Bispo - líder de governo


