POLÊMICA
Alden critica proposta de reajuste a servidores: “Brasil não aguenta"
Proposta foi aprovada por meio de votação simbólica

O deputado federal Capitão Alden (PL) criticou a proposta aprovada por deputados e senadores que autoriza o aumento salarial a funcionários do governo e do Congresso Nacional.
A proposta foi aprovada por meio de votação simbólica, ou seja, não houve registros dos votos dos parlamentares no painel eletrônico. Apesar disso, Alden enviou uma declaração de voto escrita para presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) explicando os motivos pela sua avaliação negativa do projeto.
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“Votei contra o aumento de salário dos servidores do Legislativo porque o Brasil não suporta mais aumento de gastos enquanto o povo aperta o cinto. O trabalhador paga impostos elevados, enfrenta inflação, juros altos e dificuldades para sustentar sua família. Não sou contra o servidor público. Sou contra aumento automático de despesas, sem estudo, sem planejamento e sem deixar claro quem vai pagar a conta”, diz o deputado em sua justificativa.
“Faltaram números transparentes sobre o impacto futuro da medida e não foi apresentado qualquer ganho real de eficiência que justificasse o aumento. Meu compromisso é com quem paga essa conta: o cidadão, o produtor, o comerciante, o trabalhador e as famílias brasileiras. Por essas razões, manifestei voto contrário ao Projeto de Lei nº 179, de 2026”, escreveu Alden.
Acréscimo bilionário
O texto prevê acréscimos anuais no vencimento básico dos servidores entre 2026 e 2029. No caso do Senado, vencimento básico da carreira inicial de Auxiliar Legislativo passará de R$ 3.300 para R$ 5.863 em julho de 2029. Já para o nível mais alto de consultor legislativo vai de R$ 13.753.64 para R$ 24.100 em 2029.
A proposta estabelece reajustes de 8% para secretários parlamentares, mesmo ajuste já concedido a servidores do judiciário. Os servidores efetivos e de carreira receberão reajuste de 9,25% e os que ocupam cargos em comissão, um reajuste ponderado de 8,63%.
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