POLÍTICA
“Apunhalado pelas costas”, diz Cacá Leão após saída de Coronel do PSD
Presidente do PP de Salvador fala em traição e defende reeleição do congressista

A ruptura do senador Angelo Coronel com o PSD e sua saída para um partido de oposição ao governo Lula (PT) deu o tom à abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Salvador (CMS) na manhã desta segunda-feira, 2.
O presidente municipal do Progressistas (PP) e secretário de governo municipal (Segov), Cacá Leão, defendeu o agora aliado, e avaliou o cenário como “traição” a lealdade do congressista, que tenta posicionar o seu nome para reeleição.
“Então, Coronel, traído como foi, resolveu buscar outros caminhos. A partir daí, nós abrimos um diálogo com ele, temos conversado com ele. Ontem, bati um papo com ele para entender o que está acontecendo com ele. Acho que ele ainda está baqueado, está triste, acho que ele não esperava a traição feita da forma como foi. Apunhalado pelas costas. Tenho certeza absoluta que está analisando o melhor cenário. [...]”, disse Leão à imprensa.
O pré-candidato a deputado federal ainda diz que atitude que, segundo ele, mais chocou Coronel foi a do também senador Otto Alencar, presidente da agremiação a qual o parlamentar ainda é filiado.
“Por uma decisão deles lá [o PT, PSD] decidiram limar ele do processo. Acho que ele não esperava essa atitude, principalmente, partindo do seu partido, o PSD, do seu amigo senador Otto Alencar, que dizia a ele, que ele tinha o direito de ser candidato, mesmo se fosse de forma avulsa e isso não ocorreu”, acrescentou o Segov.
Leia Também:
Cacá Leão critica PT e projeta força da Federação PP-União Brasil em 2026
Cacá Leão diz que PP está de "portas abertas" para dissidentes do PDT
Cacá Leão distribui elogios para gestão de Debóra Régis: "Será a melhor prefeita de Lauro"
“São coisas que acontecem”, diz Cacá Leão sobre saída de vereadores do PP para o PSDB
De portas abertas: PP convida, mas segue sem resposta
Aos jornalistas, Cacá Leão ainda contou que fez o convite a Coronel para ingressar no seu partido, e assim, disputar a cadeira do Senado ao lado do virtual candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).
O Segov afirmou defendeu a permanência do senador no tabuleiro eleitoral por ele ser considerado um senador municipalista, isto é, que trabalha pela melhora dos municípios baianos.
“Eu, inclusive, já fiz para ele um convite, disse que o progressista está de portas abertas. Se for o desejo dele de buscar uma nova agremiação, ele pode contar com os progressistas neste momento. Não só para abrigá-lo, mas também para apoiá-lo. [...]. Acho que ele merece ser reconduzido ao Senado Federal”, concluiu.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




