ALTERNATIVA
Baiana negra pode ser escolha de Lula ao STF após rejeição de Messias
Manuellita Hermes é procuradora federal e integrante da AGU desde 2007

A procuradora federal baiana Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, da AGU (Advocacia-Geral da União) voltou a ser lembrada como um nome a ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Ela ganhou força após a rejeição do Senado a Jorge Messias, na quarta-feira, 29. Uma ala do governo passou a defender que o presidente Lula (PT) indique uma mulher negra para a próxima vaga na Suprema Corte, em uma estratégia que busca aumentar a pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após a derrota de Messias.
Baiana e integrante da AGU desde 2007, Manuellita tem atuação em Direito Constitucional e já exerceu funções técnicas no próprio STF. O nome dela já havia sido citado em outros momentos de debate sobre diversidade na Corte.
De acordo com a CNN, a leitura da ala política do Planalto, é de que, após a rejeição de Messias, um perfil com maior aceitação social poderia reduzir resistências no Senado.
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Esperança
A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a rejeição de Messias no Senado abria espaço para retomar a hipótese de o presidente indicar uma mulher para o STF.
"Essa é uma oportunidade pra gente fazer esse debate, essa discussão [de indicar uma mulher ao Supremo]", afirmou.
A pressão ganha força mesmo diante de sinais de Lula de que pretende deixar a decisão para depois das eleições de 2026. No Senado, o próprio Alcolumbre já sinaliza que a análise de um novo nome deve ficar para depois, evitando ampliar tensões em um cenário pré-eleitoral.
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