DESDOBRAMENTO
Ex-chefe da PC recebia até R$ 80 mil para não investigar homicídios
Segundo investigação da PF, valor era pago pela milícia para que Rivaldo Barbosa travasse análise dos crimes
Por Da Redação

O ex-delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, preso neste domingo 24, por suspeita de obstrução nas investigaçõessobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), recebia dinheiro para não apurar homicídios cometidos pelo crime organizado no estado, conforme aponta os relatórios da Polícia Federal.
Para as atividades, o ex-delegado da PC recebia uma quantia mensal que chegavam a R$60.000,00/R$80.000,00, estes mesmos valores eram pagos a outras delegacias que tinham ligação com a milícia.
“A DH, por exemplo, recebia mensalmente em torno de R$60.000,00/R$80.000,00 (sessenta a oitenta mil reais), isso quando não auferia uma remessa adicional em razão dos crimes que deixavam provas/rastros”, diz a corporação.
Segundo os agentes federais, Rivaldo recebia ajuda da sua esposa, a advogada e empresária Erika Araújo, para lavar o dinheiro que recebia dos criminosos, através da duas empresas que prestam serviços de consultoria.
O ex-delegado da Polícia Civil foi empossado para o cargo um dia antes da morte de Marielle, no dia 13 de março de 2018, um dia antes do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes.
De acordo com a PF, uma das motivações para o crime está relacionado com a expansão territorial da milícia, assim como a regularização fundiária e grilagem de terras.
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