POLÍTICA BAIANA
Bruno Reis articula candidatura única para sucessor de Muniz na Câmara
Posição do prefeito ocorre após STF dar negativa a 3° mandato do vereador na presidência



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), defendeu nesta terça-feira, 20, durante conversa com a imprensa, que a próxima eleição para a presidência da Câmara Municipal de Salvador, referente ao biênio 2027-2028, tenha apenas um candidato.
A declaração foi feita um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, barrar uma liminar que abria caminho para que o atual presidente do Legislativo soteropolitano, Carlos Muniz (PSDB), fosse reeleito para um terceiro mandato em fevereiro do próximo ano.
Bruno ressaltou que a escolha do novo presidente caberá à maioria dos vereadores e afirmou que pretende trabalhar para evitar uma disputa pelo cargo.
“Essa é uma decisão dos vereadores. Vou trabalhar para que não haja disputa e que seja uma candidatura única. O presidente Carlos Muniz tinha essa expectativa [de ser reconduzido]. A decisão do Supremo ainda é provisória, vamos ver se será definitiva para, a partir disso, escolher o melhor nome”, afirmou o prefeito.
Bruno disse ainda que não tem preferência por um nome e que apoiará aquele que for escolhido pela maioria dos vereadores.
Tentativa de levar Muniz ao terceiro mandato foi frustrada
Na ação em questão, Gilmar Mendes negou um pedido do PDT que buscava permitir que o vereador Carlos Muniz disputasse um terceiro mandato consecutivo na presidência da Câmara de Salvador.
O partido argumentou no STF que Muniz assumiu a Presidência pela primeira vez no biênio 2023-2024, após a renúncia do então presidente, Geraldo Júnior (MDB).
A mudança ocorreu por sucessão automática, conforme previsto no regimento interno da Câmara, e não por eleição direta para o cargo.
Gilmar, porém, destacou que Muniz permaneceu na Presidência durante todo o biênio 2023-2024 e, em seguida, foi eleito para comandar a Mesa Diretora no período de 2025-2026, que também cumpriu integralmente.
Para o ministro, permitir que o vereador concorresse novamente à Presidência no biênio 2027-2028 abriria caminho para um terceiro mandato consecutivo, totalizando seis anos seguidos à frente do Legislativo municipal.
A decisão de Gilmar, no entanto, não encerra a discussão.
O plenário do STF ainda deverá analisar o caso, e o ministro indicou que pretende propor uma decisão definitiva sobre a controvérsia.
Vereador diz que decisão é normal
Ao comentar a decisão do STF nesta terça-feira, durante uma coletiva de imprensa, o vereador Téo Senna (PSDB) afirmou que o entendimento de Gilmar Mendes deve ser mantido, embora ainda precise ser analisado pelo plenário.
Segundo ele, os vereadores terão de buscar um novo nome para a Presidência da Câmara.
“É um processo normal, questão jurídica. O Supremo deu um parecer provisório, que será sujeito aos outros membros do Supremo para definir. Embora Gilmar Mendes diga que Muniz não pode ser reconduzido, isso é definitivo. Agora, é o momento de construção”, afirmou.
Leia Também:
Quais são os nomes cotados para a sucessão?
Os principais nomes cotados nos bastidores para suceder Carlos Muniz na presidência da Câmara de Salvador são de vereadores da base aliada do prefeito Bruno Reis.
Entre os nomes mais lembrados e articulados para a sucessão estão:
- Paulo Magalhães Júnior (União Brasil)
- Alexandre Aleluia (Novo)
- Daniel Alves (PSDB)


