APÓS VISITA
Carlos reafirma apoio a Marinho e relata preocupação com saúde do pai
Senador diz que Jair voltou a ter crises de soluço e forte emagrecimento



Carlos Bolsonaro (PL-SC), eleito senador, afirmou estar preocupado com a saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após relatar o retorno de crises de soluço. A declaração foi feita neste sábado, 31, em um vídeo publicado depois de uma visita a Jair, que cumpre prisão domiciliar.
Na gravação, Carlos também comentou sobre o apoio dele a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. Além disso, falou da ausência dos irmãos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que estão nos Estados Unidos. Segundo ele, o pai sente “muita saudade” dos dois.
O senador eleito disse ainda que prefere evitar comentários sobre política por ter “medo do que podem fazer” com Bolsonaro.
O que Carlos disse sobre a saúde do ex-presidente?
De acordo com Carlos, as crises de soluço voltaram depois dos acontecimentos relacionados ao segundo turno das eleições presidenciais. Ele também demonstrou preocupação com o estado psicológico do pai e relacionou essa condição ao retorno dos sintomas.
Durante o relato, o filho afirmou estar assustado com o “crescimento de sua barriga e o emagrecimento” do ex-presidente. Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde que foi esfaqueado, em 2018. Na ocasião, sofreu uma lesão intestinal e precisou passar por cirurgias de emergência.
Carlos também mencionou as prisões relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e a saída dos irmãos Flávio e Eduardo do Brasil ao explicar por que prefere não abordar assuntos políticos durante as visitas.
Carlos reafirma apoio a Rogério Marinho para o Senado
Além de falar sobre a saúde do pai, Carlos voltou a declarar apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. O Partido Liberal pretende lançar o nome do senador para disputar o comando da Casa em 1º de fevereiro de 2027, data prevista para a posse dos parlamentares eleitos em 2026.
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também deve tentar permanecer no cargo.
“A gente tem uma eleição do Senado agora, nosso candidato Rogério Marinho, e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender minimamente tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês. A luta vai continuar. Vamos nessa”, declarou Carlos.
Flávio e Eduardo nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos em 27 de outubro, acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes por se sentir ameaçado, segundo ele, diante das decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Federal havia solicitado a apreensão do passaporte do senador sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar o resultado da eleição presidencial, em 25 de outubro de 2026, às 21h09. Na disputa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi declarado vencedor, com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio.
Moraes autorizou o pedido da PF para apreender os documentos e impedir que Flávio deixasse o país.
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Já Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele afirma ser alvo de “perseguição política” e diz que a situação também afeta sua família. Desde então, perdeu o mandato na Câmara dos Deputados por faltas e foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal.
Eduardo foi condenado pelo STF por sua atuação nos Estados Unidos, onde teria buscado pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Alexandre de Moraes também expediu um mandado de prisão contra ele.


