APOSENTADORIA COMPULSÓRIA
Caso de assédio no STJ pode dar nova vaga a Lula na Corte
Se o ministro Marco Buzzi for punido, presidente poderá fazer oitava indicação

A possível aposentadoria compulsória do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abre espaço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique um novo integrante para a Corte em março.
O magistrado, afastado cautelarmente após denúncias de assédio sexual, terá o futuro decidido em 10 de março, quando os ministros analisarão o relatório final da sindicância e votarão sobre a medida.
São necessários 22 votos, equivalentes a dois terços do tribunal, para confirmar a aposentadoria.

Se confirmada, Lula poderá indicar um oitavo ministro ao STJ neste mandato. O chefe do Executivo nomeou a advogada Daniela Teixeira e os desembargadores José Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos para o tribunal em 2023.
Em agosto do ano passado, assinou a nomeação de Marluce Caldas e Carlos Brandão. Outros dois ministros se aposentam neste ano e obrigam Lula a indicar outros dois nomes para as vagas:
- Antonio Saldanha Palheiro deixa o tribunal em abril;
- Og Fernandes, em novembro.
As duas aposentadorias, por idade, já eram esperadas, ao contrário do caso de Marco Buzzi, que tem 68 anos e só se aposentaria por idade aos 75.
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Aposentadoria compulsória: punição máxima ou benefício?
A punição máxima na esfera administrativa é a aposentadoria compulsória. Caso seja considerado culpado pela sindicância e sem condições de seguir no cargo, Marco Buzzi se aposentaria com salário proporcional ao tempo de serviço.
Como tem longa trajetória, o valor estimado ficaria em torno de R$ 44 mil.
Esse modelo de punição, no entanto, é alvo de críticas e de debates em propostas de reforma administrativa.
Isso porque, na prática, o magistrado é afastado das funções, mas mantém uma remuneração elevada, o que é visto por setores da sociedade como um benefício, em vez de uma sanção.
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