POLÍTICA
Eduardo Bolsonaro fala em fuzileiros navais se Flávio perder e questiona urnas
Deputado cassado fez declaração durante entrevista a podcast nos Estados Unidos



O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), deveria deixar o Brasil caso perca a disputa presidencial no segundo turno. A declaração foi feita durante uma entrevista ao vivo ao podcast norte-americano “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder, nesta sexta-feira, 23.
Questionado por um espectador sobre como a família reagiria a uma eventual derrota eleitoral, Eduardo respondeu em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais”, disse, rindo em seguida.
A fala foi levada a sério pelo apresentador, que comentou a possibilidade de uma reação de setores da esquerda brasileira.
“Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal. Mas esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão”, afirmou Crowder.
Eduardo cita perda de imunidade parlamentar
Durante a conversa, Eduardo também justificou a possibilidade de Flávio deixar o país caso não vença a eleição. Segundo ele, o senador ficaria sem imunidade parlamentar após deixar o Senado e poderia ser alvo de investigações.
Ao explicar sua avaliação, o deputado cassado mencionou uma fala atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um debate eleitoral.
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“Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, declarou.
Deputado volta a contestar sistema eleitoral
Eduardo também aproveitou a entrevista para questionar o modelo brasileiro de votação eletrônica. Ele criticou a ausência de cédulas de papel e afirmou que os eleitores precisam confiar no funcionamento das urnas.
“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”, disse.
Na sequência, ele voltou a criticar a centralização do sistema de apuração.
“Nós usamos um sistema eletrônico totalmente centralizado. O que significa que você precisa confiar nos 20 burocratas que contam os votos em Brasília. E, no fim do dia, você precisa esperar eles dizerem quem é o ganhador”, completou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, afirma que nunca houve comprovação de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras.


