DEFESA
Empresário baiano alvo de operação nega sociedade com Banco Master
Nelson Tanure divulgou carta na qual se defende de suspeitas da PF

Por Anderson Ramos

O empresário baiano Nelson Tanure negou ser controlador ou sócio do Banco Master. Alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), ele disse que sua relação com a instituição financeira foi apenas como cliente ou aplicador.
Em uma carta divulgada nesta quinta-feira, 15, Tanure disse que foi surpreendido com um pedido de “busca pessoal”, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e teve o celular recolhido. Segundo ele, a situação foi agravada pela publicação de inverdades.
“Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”, escreve.
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O empresário destaca que manteve com o Banco Master “relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”.
Na carta, Tanure ainda disse que jamais “teve participação, ou sequer conhecimento, de eventuais relações mantidas pelo extinto Banco Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão, fundos árabes, RPPA, entes públicos, políticos ou quaisquer outros agentes baseados em Brasília”.
Por fim, o empresário disse que segue à disposição das autoridades para cooperar e que segue resiliente e com a serenidade com que sempre conduziu seus negócios.
Tanure foi localizado por agentes da PF no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando tentava embarcar em um voo doméstico, assim como aconteceu com o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Na ocasião, o empresário entregou documentos e celular aos agentes da Polícia Federal. Ele chegou a ser detido, mas foi liberado após a abordagem.
Quem é Nelson Tanure?
Nascido em Salvador, em 1951, Tanure é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Iniciou a carreira ainda jovem, trabalhando na empresa imobiliária fundada por seu pai. A partir da década de 1980, passou a atuar como acionista e investidor em companhias com dificuldades financeiras, movimento que se tornaria a principal característica de sua atuação empresarial.
Um dos primeiros negócios de destaque foi a aquisição de participação na Sequip, empresa de engenharia voltada ao setor de petróleo.
No meio empresarial, Tanure é conhecido por ser uma figura polêmica e por se envolver em disputas entre sócios e em processos de renegociação de dívidas de empresas em dificuldade.
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