ASSÉDIO ELEITORAL
Empresários de Jacobina articulam demissões para eleitores de Lula
Grupo com mais de 250 membros organiza boicote a trabalhadores por motivação política



Empresários de Jacobina, Piemonte da Chapada Diamantina, estão no centro de uma denúncia de assédio eleitoral.
Proprietários de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços da cidade organizaram uma mobilização coordenada com o objetivo de demitir funcionários que declararam voto ou apoiaram a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A articulação ocorria por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas. No grupo denominado "DIJ – Direita Independente de Jacobina", que reúne mais de 250 integrantes, participantes trocavam listas e nomes de trabalhadores que deveriam ser alvos de desligamento sumário devido ao posicionamento político.
O grupo é composto por apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Vazamento e repercussão
Entre os membros ativos do grupo está o médico Dr. Rafael Mesquita (PL), candidato a deputado estadual no último pleito. Mesquita obteve 5.617 votos e atualmente ocupa a posição de suplente na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
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O caso veio à tona após capturas de tela das conversas serem vazadas e compartilhadas nas redes sociais, gerando indignação na comunidade local e levantando alertas sobre a prática ilícita de intimidação e discriminação no ambiente de trabalho.
O que diz a Lei
O assédio eleitoral no ambiente de trabalho é caracterizado pela coerção, intimidação ou promessa de benefícios para influenciar o voto ou punir empregados por escolhas políticas.
A prática configura infração trabalhista e crime eleitoral, passível de sanções pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Justiça Eleitoral.


